Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

A lápide fantástica

Uma lápide, como diz o nome - e tal como a palavra lápis - é suposta ser de pedra.

Não sei se é o caso desta? Mas pelo menos o entorno faz-nos lembrar trabalhos de estuque...

E depois, seja como fôr, importa pouco o material (ou os vários materiais) e muito mais os dizeres.

Acresce ainda o seguinte: quem iria dizer que seria em Portalegre, numa tão determinada Casa, da qual iríamos estar tão perto, que se iriam encontrar informações que em Lisboa, ou nalgum livro, essas ditas infos, não aparecem, nem estão lá...?*

Claro que deixaram o Palácio Amarelo ir-se acabando (ou ruindo) aos poucos, mas a dita lápide, embora bastante limitada (nas potencialidades informativas), não deixou de lembrar aos vindouros que em tempos houve algum (ou muitos?) Civitates Architectore.

Aqui registado em latim, mas que na Inglaterra setecentista - antes portanto do que veio a ser o victorian (invocado neste link) - eram chamados, em francês, Amateur Architects

Interessante, é que hoje, aprox. 200-300 anos depois essa designação/conceito se ter espalhado, e de certo modo tendo dado origem à profissão; é interessante mesmo que se volte agora a empregar, num sentido vernacular, uma práxis pensada, diferentemente...

I. e., a de um amadorismo que não significou falta de profissionalismo como é comum empregar-se agora, mas no sentido vernacular/inicial, daquilo que é feito com amor.

E com muito amor foram também feitas imensas edificações da cidade de Portalegre, quando foi rica e teve indústria, estando entre elas um Teatro. Edificações que - tal como acontece ao dito teatro - hoje estão tão mal-amadas e muitíssimo carentes de compreensão**.

Como é ainda o caso deste Palácio Amarelo, até rapinado (com estátuas classizantes cujas cabeças foram retiradas), de uma escadaria central que exibe, na perfeição, o que é o «desvario das gentes»: como um azul de cal, estonteante (ou até giríssimo - dizemos nós, por aquilo que contribui para uma certa emoção, sem dúvida, nesse espaço!); mas que, acima de tudo, foi a opção de quem não entendeu nada (ou sequer conheceu?) o Azul Wedgwood do que tinha sido o trabalho original. 

O trabalho das porcelanas cinzento-azuladas que passaram à arquitectura, como já um dia se mostrou e acontece num palácio da Vila de Sintra

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Porque afinal documentos históricos não são apenas os registos de propriedades ou os dos baptizados nas igrejas e sede das freguesias, encontrados na Torre do Tombo- Mas as próprias edificações - ou as obras da arquitectura - são fantásticos documentos históricos, como tantas vezes ouvi a Vítor Serrão...

**E escrevemos "carentes de compreensão" também a pensar nos Bonecos de Estremoz, ou, por exemplo, também na Paisagem Cultural da Serra e Vila de Sintra (por acaso com bastantes semelhanças com a de Portalegre...), São casos que a UNESCO decidiu incluir na Lista do Património Mundial. Estando a confirmar-se o que parece quase anedota: pois antes da UNESCO ter classificado já tinha valor, mas pouco. Com a classificação (ou esse label), há um boom de novos interessados pelo bem ou valor cultural que até então mal-conheciam.

Porque nos tornámos numa família de magérrimos recursos face à responsabilidade que a CM de Portalegre nos «transmitiu»

Ou, melhor dizendo - a CM de Portalegre impôs!

Assim, quando se ouviu falar em Autarquias Familiarmente Responsáveis, decidimos ir procurar.

Enfim, não se encontrou nada de novo.

Nada de surpreendente, nada de responsável!

Vê-se que para a CM de Portalegre as aparências são tudo, e sobretudo aplica-se o verbo impôr...

Aqui fica portanto a lista das bandeiras de 2017 atribuídas pelo:

Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis

http://www.observatorioafr.org/bandeiras.asp

Lembrando que, nesta altura, a alternativa seria a casa estar completamente destelhada.

Embora a CM de Portalegre seja muito boa a ir recolher louros no que nada fez!

Sobre - "As elites locais"

Sim escreveu-se isto:

"...a tentar não deixar caír uma casa culturalmente valiosa, que é ex-libris da Cidade; mas que todos os responsáveis ou as supostas «elites locais» - vá-se lá saber porquê (?), decidiram desvalorizar e deixar caír."

E foi há dias num post.

Por sabermos que há, localmente, um afecto pelos valores edificados, que consideram ser Património da Cidade. No caso a que nos referimos, concretamente, pelo Palácio Amarelo

Só que esse património é também imobiliário, e geralmente, não sendo propriedade da autarquia, tem proprietários.

Que são também eles pessoas concretas, que gerem como podem - e no nosso caso "tant bien que mal!", pois não está ao nosso alcance fazer mais ou melhor - os bens de que são proprietários.

Como o desenho que fizemos e depois colorimos e está na Agenda Cultural de Portalegre, pelo menos aqui faz-se o esclarecimento: note-se, foi pintado com 2 tons, como está agora na Casa, e só é nossa a área menor, com o tom de amarelo mais vivo. 

E mesmo de memória, sem medidas correctas vai-se desenhando

Vai-se desenhando para salientar como cada obra, nos seus mais pequenos detalhes pode conter uma lição.

Neste caso é o Alçado Poente e os espaços de um logradouro, na periferia da cidade (Portalegre), que sendo Monumento Nacional (talvez classificado assim, MN desde 1910?), deveriam ser muitíssimo mais cuidados.

fachadaPoente 004 001.jpg

Só que, pergunta-se: É toda uma Cultura, aparentemente, demasiado longínqua para os Edis e as Elites locais? Propositadamente alheados (ou sem formação, nenhuma?).

Aliás, não esquecemos a prontidão com que o Município, numa manobra rápida para confundir (todos?), veio auto-promover-se, e fazer-se dono das obras feitas!

Se é verdade que ajudou a despejar os espaços do logradouro, de onde saíram várias (muitas) carradas de lixo. Também é verdade que nos disseram "desconhecer, até então, a existência de um logradouro..." (!), o mesmo que aparece nos desenhos do PDM de Portalegre como sendo Monumento Nacional (MN).

E isto, depois de, durante 3 anos (de 2011 a 2014) se estar a solicitar à Câmara Municipal a devolução da Casa, de que foi inquilina durante 45-50 anos:

Uma longa história que ainda não se contou...

Enquanto se vai desenhando, vai-se descobrindo e conhecendo melhor

Imagens que são estudos em fases intermédias (não estão por ordem sequencial*):

 E que, como acontece com a Arqueologia, estes tarefas do desenho permitem compreender melhor o interior da casa e também, quiçá, a sequência de diferentes campanhas de obras que podem ter existido?

Saudades: da casa onde hoje queria poder estar...

~~~~~~~~~~~~~~~~

*Muitas vezes desenha-se para compreender (como Richard Feynman explicou), por isso a sequência é importante. Já que o primeiro desenho permitiu compreender um pouco, o 2º mais, o 3º idem...

Terá sido esse discurso o de um citadino do litoral lisboeta, a notar e a compreender a vida, e as pessoas do interior mais rural?

Ou é mesmo, e para nosso bem, finalmente!, um diagnóstico realista, mais assertivo, e vindo de um governante?

Quem tem razão: Adalberto, Assunção ou até mesmo Marcelo - o PR que parece ser o mais conhecedor, sensato e empático, que algumas vez já tivemos?

Assunção, aparentemente, quer que se vejam (e deixam estar...) as diferenças e especificidades da relação Cidade-Campo. Mas o ministro Adalberto mais parece que por fim, alguém - i. e., ele - caiu na real?

Virá Marcelo intermediar, e propor aquilo que nos idos 70's se ensinava na universidade, mas que ninguém cumpriu ou realizou (e que pelo menos no ensino superior que tive, eram informações e) as ideias que estavam lá?

Estavam, mas como antes pelo contrário, em vez de se "urbanizarem os campos" * - não no sentido de construir nos terrenos livres, mas de ajudar a dar às pessoas uma mentalidade mais aberta e urbana - vê-se que o que se fez foi empobrecê-los. Foi aumentar o fosso, inclusivamente ao nível do conhecimento, e do modus vivendi.

Assim, parece (porque gostamos de todas as boas mudanças!), a constatação de Adalberto tem algo de muito positivo. Não iludindo a realidade com palavras doces e eufemismos, conhecendo-a, e sendo ministro - que é como quem diz alguém para ministrar (servir) - vai querer mudar/transformar. Para que se torne diferente daquilo que constatou e o próprio diagnosticou.

Tenho a certeza que pode muito mais do que a maioria de nós (ou eu), que há muitos meses, desde Abril de 2014 até hoje, tento que a CM Portalegre corrija as adaptações e as destruições com quase 5 décadas, que foi infligindo no Palácio Amarelo de Portalegre dando assim, neste caso, o pior dos exemplos!**

Quer a toda a cidade, mas principalmente a quem (que deveria ser a sua elite) cumpria estar acima da mentalidade mais atávica/retrógrada; e deveria ter visto/vislumbrado/almejado, muito mais possibilidades para o dito conjunto: o Palácio Amarelo - como conjunto urbano, citadino, cheio de história, e em estilo barroco, que todos os visitantes e turistas, mesmo os não nacionais, páram em frente do seu portal.

De certeza, muito intrigados, porque é que tanta dignidade e enorme grandeza, não lhes é mostrada e tornada acessível? 

É que a dita Casa, bem mais do que a morte de pé - a que se assiste, e lhe foi vaticinada... -, é como armazém que vem/está a funcionar, nas últimas décadas.

E a parte menor resgatámo-la (na verdade sem condições para este acto heróico), da mesma utilização. Já que era assim que estava desde que a Biblioteca Municipal se tinha mudado para o antigo Convento de Santa Clara.

último-fachadaPoente 002.jpg

 *De acordo com a noção do Geógrafo Pierre George

**Exemplo que também não dá, está a passar-se connosco, quando não cumpre legislação e normas que são para todo o território nacional: como é o caso da Lei dos Serviços Públicos, fornecimento de água e procedimentos dos SMATP.

No fim deste post, há que o dizer, a culpa não é só dos «ministros lisboetas». O caciquismo local deveria ter um fim, já que as mentes podem evoluir (de acordo com o conceito de urbanização de Pierre George), assim se libertando de impositores.

Da beira-mar (a ver a foz do Tejo) para Portalegre

outra-banda-esmagado 007.bmp

outra-banda-esmagado 005.jpg

Também daqui, de um post de ontem, um desenho que tem meses:

E liga-se (esse desenho) a Portalegre porque o Palácio Amarelo - cuja imagem final, a actual, é do civitates architectore  Inácio Caldeira (para a família Romo Sousa Tavares); essa casa de Portalegre tem-nos ensinado ainda mais, do que Monserrate já tinha levado a compreender.

Pois permitiu completar, em termos práticos, o que se foi aprendendo sobre Sinais de Nobreza transpostos para a Arquitectura.

É que os mesmos não estão só nos tectos altos trabalhados (por dentro), mas sempre estiveram do lado de fora: na configuração dos telhados, no desenho dos vãos e nas torres...

COMO ALGUNS SABEM...

... muitos assuntos tratados neste programa - Prós e Contras têm sido temas para os quais estamos alerta. Isto, para dizer assuntos, e não empregar a palavra preocupação.

Programa bastante bom, e por isso para quem não viu aqui fica:

https://www.rtp.pt/play/p3033/e313365/pros-e-contras

E ficam também duas vistas feitas a partir do Palácio Amarelo:

a primeira ao fim da tarde, depois do Sol Poente

DSCN9223.JPG

E esta segunda, mesmo que um pouco tremida, feita às 6h da manhã quando a Lua desaparece no horizonte:

vistas de uma casa que é em simultâneo da periferia e do centro da cidade

DSCN9379-lua a por-se às 6h da manhã.JPG

E a prova como o assunto nos tem preocupado - desertificação, falta de água, em todo país (mas em especial no Alentejo) - é que já escrevemos mais do que os posts seguintes, dedicados ao tema:

http://casamarela.blogs.sapo.pt/ouvido-em-portalegre-ha-2-meses-31225

http://casamarela.blogs.sapo.pt/e-preciso-ter-muita-lata-11668

Esboço para compreender o Claustro do Convento de Santa Clara, sede da BM Portalegre

O que era um Work in progress, por fim foi terminado.

Muitos poderão perceber que são imensos os temas e as actividades que nos interessam.

Por isso, momentaneamente, lá ficaram para trás...

Só que não nos esquecemos, e estando razoavelmente bem começados, como nos parece (de alguns dos trabalhos), há que arranjar o tempo para os acabar.

Este desenho do Claustro do Convtº de Santa Clara, tem alguns erros, mas também virtualidades. por isso, enfim... 

sta.clara.claustro-002.jpg

  ... já está!

Ouvido em Portalegre há 2 meses:

Numa loja da R. do Comércio.

 

A questão não era contextualizada como agora (17.10.2017) se está a fazer, para pôr no facebook, mas mantém toda a pertinência e não a esquecemos.

"Já que a desertificação parece estar aí, e a RESILIÊNCIA parece ser mais do que uma ordem (i. e. - um «salve-se quem puder»): sff, quem ajuda a tomar uma das primeiras medidas?

Pergunta que se dirige às/aos muitos ‘designers’ que por aqui andam, ex-alunos meus/nossos*:

Como fazem, que bombas de aspiração usam para se poder recuperar e depois re-utilizar em sanitas e despejos, as águas do duche e outras lavagens?

Agradece-se que indiquem modelo(s), marca(s), preço e referências que possam ajudar na aquisição.   

*Ouvi fazer esta pergunta (que é lógica e muito pertinente), em Agosto, numa loja de máquinas e ferragens, de Portalegre."

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.