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Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

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A lápide fantástica

Uma lápide, como diz o nome - e tal como a palavra lápis - é suposta ser de pedra.

Não sei se é o caso desta? Mas pelo menos o entorno faz-nos lembrar trabalhos de estuque...

E depois, seja como fôr, importa pouco o material (ou os vários materiais) e muito mais os dizeres.

Acresce ainda o seguinte: quem iria dizer que seria em Portalegre, numa tão determinada Casa, da qual iríamos estar tão perto, que se iriam encontrar informações que em Lisboa, ou nalgum livro, essas ditas infos, não aparecem, nem estão lá...?*

Claro que deixaram o Palácio Amarelo ir-se acabando (ou ruindo) aos poucos, mas a dita lápide, embora bastante limitada (nas potencialidades informativas), não deixou de lembrar aos vindouros que em tempos houve algum (ou muitos?) Civitates Architectore.

Aqui registado em latim, mas que na Inglaterra setecentista - antes portanto do que veio a ser o victorian (invocado neste link) - eram chamados, em francês, Amateur Architects

Interessante, é que hoje, aprox. 200-300 anos depois essa designação/conceito se ter espalhado, e de certo modo tendo dado origem à profissão; é interessante mesmo que se volte agora a empregar, num sentido vernacular, uma práxis pensada, diferentemente...

I. e., a de um amadorismo que não significou falta de profissionalismo como é comum empregar-se agora, mas no sentido vernacular/inicial, daquilo que é feito com amor.

E com muito amor foram também feitas imensas edificações da cidade de Portalegre, quando foi rica e teve indústria, estando entre elas um Teatro. Edificações que - tal como acontece ao dito teatro - hoje estão tão mal-amadas e muitíssimo carentes de compreensão**.

Como é ainda o caso deste Palácio Amarelo, até rapinado (com estátuas classizantes cujas cabeças foram retiradas), de uma escadaria central que exibe, na perfeição, o que é o «desvario das gentes»: como um azul de cal, estonteante (ou até giríssimo - dizemos nós, por aquilo que contribui para uma certa emoção, sem dúvida, nesse espaço!); mas que, acima de tudo, foi a opção de quem não entendeu nada (ou sequer conheceu?) o Azul Wedgwood do que tinha sido o trabalho original. 

O trabalho das porcelanas cinzento-azuladas que passaram à arquitectura, como já um dia se mostrou e acontece num palácio da Vila de Sintra

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*Porque afinal documentos históricos não são apenas os registos de propriedades ou os dos baptizados nas igrejas e sede das freguesias, encontrados na Torre do Tombo- Mas as próprias edificações - ou as obras da arquitectura - são fantásticos documentos históricos, como tantas vezes ouvi a Vítor Serrão...

**E escrevemos "carentes de compreensão" também a pensar nos Bonecos de Estremoz, ou, por exemplo, também na Paisagem Cultural da Serra e Vila de Sintra (por acaso com bastantes semelhanças com a de Portalegre...), São casos que a UNESCO decidiu incluir na Lista do Património Mundial. Estando a confirmar-se o que parece quase anedota: pois antes da UNESCO ter classificado já tinha valor, mas pouco. Com a classificação (ou esse label), há um boom de novos interessados pelo bem ou valor cultural que até então mal-conheciam.

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