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Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

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Da série: "Você vê coisas que ninguém vê" (que é bem divertido!)

Só que desta vez, é ainda mais  sui generis, provando-se a origem do treino de visão:

Ou seja - quem vê, porque é que vê? E para colocar esta questão, explica-se melhor uma possível resposta:

Que equipamento mental mais específico faz com que ao ver (?) - num «varrimento do olhar» (como a luz pode fazer, imagine-se no escuro o cone de luz de uma lanterna a varrer as paredes limítrofes do espaço em que se está). Imagine-se pois que numa situação semelhante a essa, os olhos não se limitam a passar de relance. como se fosse um qualquer scanner. Mas que ao ver reagem, quando o olhar pára e reparamos nos pequenos detalhes que se tinha conseguido percepcionar?

Exposta esta situação, que mais do possível foi real e nos aconteceu, agora avança-se na explicação do caso sui generis:

Em Fevereiro tivemos que desenhar um azulejo do Palácio da Pena, como se vê abaixo

azulejos-pena.jpgdepois, a partir deste primeiro elemento repetiu-se, e assim se formou um padrão:

azulejos-pena(2).jpgHá dias - foi fascinante (mas também intrigante?), descobrir esses azulejos, e o padrão formado, numa montra de Portalegre: concretamente na sede do PCP.

As fotografias mostram os caixilhos do vão em madeira pintada; depois os reflexos no vidro nem sempre permitem uma óptima visão dos enchalços (no interior desse vão). Que são revestidos com os referidos azulejos, quase iguais aos de Sintra

E perante esta visão, claro  que uma série de questões passou a estar na nossa mente. Como por exemplo:

Mas como vieram aqui parar? Ou, a outra pergunta óbvia: Então estes azulejos (da Pena) - que julgávamos únicos - não foram feitos apenas para o Palácio de Sintra? Terão sido extraviados para aqui, para Portalegre? E em que data?

Ou foram repetidos mais tarde?

Ou, talvez a hipótese mais provável - mas esta retira alguma «unicidade» ao Palácio da Pena, e aos nossos olhos acrescenta «valor patrimonial» a este espaço onde está instalado o PCP - D. Fernando II e os seus projectistas (particularmente o arquitecto Possidónio da Silva), escolheram no mercado um modelo e motivo azulejar já existente? Escolheram-no e «simplificaram»?

Tudo é possível (!), mas interessantíssima para nós é esta quase «coincidência/descoberta», que também permite notar diferenças, mínimas, entre os azulejos de Sintra e os de Portalegre.

Bem divertido sim, o "você vê coisas em que ninguém repara"

Thanks God!

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