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Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

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De certeza que Paulo Larcher deve querer referir esta Casa, o chamado Palácio Amarelo?

Paulo Larcher é autor de um romance a que deu o nome de O Tintureiro Francês, por ter descoberto que o seu nome - Larcher, entrou em Portugal «por causa» de uma fábrica de tecidos em Portalegre.

Nesse seu livro, no início do XXIV capítulo intitulado L’ARC-EN-CIEL encontra-se este excerto:

“No final do Verão o tio Stéphane resolvera que devíamos habitar intramuros, embora ele continuasse ainda a passar muitas noites na fábrica.
A casa para onde nos mudámos era de uma família muito antiga de Portalegre, os Abrançalhas, que, confrontada com o nome do marquês de Pombal, disfarçara a contrariedade, recolhera as garras e nos franqueara os salões.
Era um belo edifício apalaçado, enobrecido pela idade, erguendo as suas torres cónicas num dos pontos mais altos, parcialmente adossado à muralha. Gozava de uma vista desafogada sobre os campo: para além das hortas, dos pomares, dos olivais e das vinhas que cobriam a planície a seis ou sete dias de marcha, estava Lisboa e, ainda mais para além, oculto pelo grande oceano, quedava-se a minha América... “
É nesta casa que estamos a escrever, e apesar da pergunta do post de hoje, reconhece-se no texto acima - bem demais - o referido Palácio Amarelo.

Parecendo-nos que o autor, não conhecendo talvez suficientemente bem essa casa, evitou ir mais longe em descrições para as quais lhe faltaria material.

Quanto ao Oceano que parece separar (pressente-se...) o sobrinho de Stéphane da sua querida América, é a sugestão que momentaneamente se pode ter, quando ao fim da tarde, como ontem, o sol se põe, e cada vez mais escuro, até ser noite, da Penha vem um vento fresco que lembra a nortada do litoral. Depois é a planície escura, e, só um pouco ondulada, que leva à sugestão do mar.

É assim a (descrição da) vista e o ambiente que se pode gozar das janelas que estão nas fotografias do post anterior, ficando-se à espera de mais noticias de Portalegre, da dita casa e da muralha em que assenta: a mesma que, na sua continuidade, outrora definiu o que hoje ainda se chama "intramuros".

Entrada da antiga fábrica de laníficios

Acima - posted em 9.09.2015 - a imagem que ainda hoje se capta, mas que não nos diz (nem fomos saber melhor...) se se trata do local - e originalmante da mesma Fábrica? - que é referida no romance de Paulo Larcher  

 

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