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Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

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Excertos visuais de uma exposição

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De entre as imagens recolhidas por nós na exposição que esteve no Palácio Amarelo em Portalegre até 30 de Julho de 2016, escolhemos as duas acima relativas ao trabalho de Inês D'Orey. Seguidas de uma fotografia da porta de entrada (interior, r/c), de acesso à Escada e Andar Nobre do referido Palácio Amarelo.

O trabalho da artista - como esteve exposto em Lisboa (na descrição a seguir, e não exactamente como esteve em Portalegre, já que foi distribuído pelos diferentes patamares da dita Escadaria) -, os contentores que aí são mencionados, como se pode ler, salientam aquilo que mais a terá impressionado em vários espaços palatinos de Lisboa:

CarpeDiem-Inesdorey.jpg

(ampliar aqui)

Note-se que ao centrar-se  no pó, no entulho, no lixo, fá-lo usando contentores de aço para dar a ideia do inacessível que esses espaços são.

Mas depois, bem no fundo dos ditos contentores, com o apoio de fotografias, põe, e valoriza, alguns vãos dessas casas em que reparou. Vãos por onde entra a luz, e cujos desenhos é em geral quase impossível não fazerem «tocar uma qualquer campainha» na mente das pessoas mais sensíveis: porque, quem sabe se a artista está a par desta problemática? A da iconografia que durante séculos se devia usar associada à luz.

Se está a par de uma questão que foi da maior importância, no que hoje se chama programa estético de uma igreja ou catedral? Muito evidente sobretudo nessas obras da Idade Média, e que, tal como a maioria dos vários sinais que eram empregues na arquitectura religiosa, toda essa iconografia, incluindo a dos vãos (associada à ideia de que Deus é Luz); essas imagens, depois de estarem nos espaços sagrados, assim como os detalhes que materializavam essas mesmas ideias, depois iam passando aos espaços pertencentes (ou domésticos - i. e., da domus) da nobreza. 

Simplificando:

Como imagem tradutora da ideia de uma origem sagrada da nobreza, esses elementos nos espaços religiosos foram modelos, que depois se copiaram para os espaços dos que queriam mostrar a sua origem.

A terceira fotografia, de uma porta cuja bandeira é com losangos - bastante semelhante a vários guarda-ventos de igreja que temos visto - é uma boa prova do que se escreveu.

Assim, e porque até agora só o tínhamos mostrado a alguns visitantes da exposição, estas obras levadas pelo Carpe Diem a Portalegre, e ao Palácio Amarelo, enfatizaram o que o próprio palácio ainda deixa ver (para além do pó, do entulho e do lixo) - malheureusement!

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