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Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

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Terá sido esse discurso o de um citadino do litoral lisboeta, a notar e a compreender a vida, e as pessoas do interior mais rural?

Ou é mesmo, e para nosso bem, finalmente!, um diagnóstico realista, mais assertivo, e vindo de um governante?

Quem tem razão: Adalberto, Assunção ou até mesmo Marcelo - o PR que parece ser o mais conhecedor, sensato e empático, que algumas vez já tivemos?

Assunção, aparentemente, quer que se vejam (e deixam estar...) as diferenças e especificidades da relação Cidade-Campo. Mas o ministro Adalberto mais parece que por fim, alguém - i. e., ele - caiu na real?

Virá Marcelo intermediar, e propor aquilo que nos idos 70's se ensinava na universidade, mas que ninguém cumpriu ou realizou (e que pelo menos no ensino superior que tive, eram informações e) as ideias que estavam lá?

Estavam, mas como antes pelo contrário, em vez de se "urbanizarem os campos" * - não no sentido de construir nos terrenos livres, mas de ajudar a dar às pessoas uma mentalidade mais aberta e urbana - vê-se que o que se fez foi empobrecê-los. Foi aumentar o fosso, inclusivamente ao nível do conhecimento, e do modus vivendi.

Assim, parece (porque gostamos de todas as boas mudanças!), a constatação de Adalberto tem algo de muito positivo. Não iludindo a realidade com palavras doces e eufemismos, conhecendo-a, e sendo ministro - que é como quem diz alguém para ministrar (servir) - vai querer mudar/transformar. Para que se torne diferente daquilo que constatou e o próprio diagnosticou.

Tenho a certeza que pode muito mais do que a maioria de nós (ou eu), que há muitos meses, desde Abril de 2014 até hoje, tento que a CM Portalegre corrija as adaptações e as destruições com quase 5 décadas, que foi infligindo no Palácio Amarelo de Portalegre dando assim, neste caso, o pior dos exemplos!**

Quer a toda a cidade, mas principalmente a quem (que deveria ser a sua elite) cumpria estar acima da mentalidade mais atávica/retrógrada; e deveria ter visto/vislumbrado/almejado, muito mais possibilidades para o dito conjunto: o Palácio Amarelo - como conjunto urbano, citadino, cheio de história, e em estilo barroco, que todos os visitantes e turistas, mesmo os não nacionais, páram em frente do seu portal.

De certeza, muito intrigados, porque é que tanta dignidade e enorme grandeza, não lhes é mostrada e tornada acessível? 

É que a dita Casa, bem mais do que a morte de pé - a que se assiste, e lhe foi vaticinada... -, é como armazém que vem/está a funcionar, nas últimas décadas.

E a parte menor resgatámo-la (na verdade sem condições para este acto heróico), da mesma utilização. Já que era assim que estava desde que a Biblioteca Municipal se tinha mudado para o antigo Convento de Santa Clara.

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 *De acordo com a noção do Geógrafo Pierre George

**Exemplo que também não dá, está a passar-se connosco, quando não cumpre legislação e normas que são para todo o território nacional: como é o caso da Lei dos Serviços Públicos, fornecimento de água e procedimentos dos SMATP.

No fim deste post, há que o dizer, a culpa não é só dos «ministros lisboetas». O caciquismo local deveria ter um fim, já que as mentes podem evoluir (de acordo com o conceito de urbanização de Pierre George), assim se libertando de impositores.

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