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Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

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Há quem fale em "turismo de storytelling"...

... por nós, contar a história de Maria Eugénia Rombo (de Sousa Tavares) Castro e Ataíde, não sei se é "fazer chorar as pedras da calçada"?  Ou, se é simplesmente, uma história dramática-romântica da nobreza da província?* 

E o seu "Pinturinhas" - como alguns chamam ao professor de desenho por quem se enamorou e foi pai dos seus filhos, José e Artur; como veria ele estas pinturas, quiçá setecentistas (ou oitocentistas???**) feitas para embelezar a Casa que fora dos antepassados de Maria Eugénia?

Concretamente, a Casa que o seu avô - D. Emanuel Henriques Romo Sousa Tavares - tinha mandado reformar em 1803, deixando uma lápide, como assinatura de autor, na grande escadaria, ao estilo Wedgwood...

IMG_20220701_104037-C.jpg

* Estória que é muito capaz de aumentar a fortuna crítica da Casa Amarela de Portalegre...

**Aparentemente mais setecentistas, e com moldura de estuque como está acima; e ainda, a fazer lembrar trabalho semelhante, que existe no tecto da Capela-mor (da Sé).

E do filme que se inspira no Amarelo que deu nome à casa ...

... retira-se esta imagem

amareloSobreamarelo2.jpg

A qual, ninguém tem dúvidas que foi propositadamente criada, e, estamos de acordo, é mesmo "muito linda..."!

Uma beleza que a CM de Portalegre, tal como nós, não quer ver perdida. Embora, numa competição sobre quem mais se ocupa e preocupa com a referida beleza, nessa corrida, quem ganha não é a CM portalegrense.

Sustentabilidade.jpg

Assim, e mesmo a propósito, inclui-se neste post uma outra imagem (acima), que trazemos do AJ de 14.07.2022:

É uma máxima a pôr em prática, que se torna ainda mais inspiradora, nos dias em que vivemos:

Pois tal como os arquitectos do jornal inglês, estamos absolutamente de acordo que, pretendendo-se atingir a maior sustentabilidade (possível) do edificado, claro que o edifício mais verde é o que já existe e se pode «regenerar»

Sobre o Amarelo que deu nome à Casa

Vale a pena ver este filme.

Mais informativo e menos decepcionante do que passar em Portalegre à porta da Casa (que tem o amarelo como nome...), como aliás fazem centenas de turistas:

Eles que olham, olham, olham, interrogativamente, e tentam perceber, mais do que o pouco que é «dado pelos avisos do turismo municipal», sobre o que se passará no interior?

Como também vale - e valerá mesmo, quase todos os dias! -, poder presumir sobre a origem desse amarelo.

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E ainda, sobre como há séculos, uma muralha de castelo virada para o sol, deu alegria a uma cidade... 

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Por fim, e legendando, tratam-se de perpianhos de granito, retirados da referida muralha, pelos Romos Sousa Tavares.

Ou, em alternativa, dizemos nós (pois sabe-se lá?), talvez por quem em 1909 comprou a José de Castro e Ataíde de Figueiredo, a casa em que a sua mãe, D. Eugénia Rombo de Castro e Ataíde, se recusou a ser e a viver - casada com um  primo co-irmão - viscondessa de Abrançalha. É que mesmo para a nobreza da província os tempos estavam a mudar:

Maria Eugénia (n. 1853) terá preferido viver com um artista fazedor de "pinturinhas"  *, como parece ter sido chamado José de Figueiredo (o pai dos seus filhos) - habitante do Chiado e das Belas Artes, provavelmente boémio? - do que ficar a morar em Abrantes e Portalegre, casada com um primo rico.

Que, também ele era neto do grande D. Manuel  Henriques Rombo de Sousa Tavares. Porém, João José Henrique Trigueiros de Castro e Ataíde, já era nascido desde 1836.  Ou seja 17 anos antes dela..., o que nos faz crer que a diferença de idades pesou.   

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* Uma estória muito mais romântica

Nec domo dominus, sed domino domus honestanda est

Em abreviado, este post é sobre o cuidar da casa. Sobretudo quando é um valor patrimonial

De um site inglês  retira-se a frase acima que é uma máxima de Cícero. A qual, segundo o autor seria aplicável à casa de cada um: "nec domo dominus, sed domino domus honestanda est". E que aí [1] traduzem para - "the master should not be graced by the mansion, but the mansion by the master".

Acontece que vivemos num tempo e num mundo em que deixou de haver formação e os conhecimentos necessários para se detectarem, e perceberem, os valores (mais fundamentais) que outrora eram plasmados nas obras arquitectónicas.

Concretamente nos seus paramentos; no que se pensam serem meros detalhes e simples ornatos, insignificantes. Melhor, formas e desenhos totalmente incapazes de um dia terem podido traduzir ideias ou valores. É o que todos julgam... [2]

E não conhece o cidadão comum, assim como os políticos, ou também em geral muitos dos historiadores de arte, não conhecem.

No nosso caso, se conhecemos esta frase – informação típica para “ratos de biblioteca” -, foi por uma grande sorte, em Viana do Castelo, em 2002. Guiada por uma das antigas proprietárias da chamada Casa da Carreira [3].

O que aconteceu quando fui a esta cidade minhota para estudar, e poder conhecer o melhor possível, os Estuques de Monserrate.

Desde então, e apesar de ter podido incluí-la no trabalho dedicado a Monserrate (nem me lembro se está no livro?), talvez só em Portalegre – e, sobretudo é na prática – que estamos a retirar todas as consequências dessa ideia.

E sim, na medida do possível a «cuidar» de uma casa, como noutras ocasiões já se escreveu. Que é para todos os efeitos, muito mais um bem patrimonial pertença da própria cidade, e da população de Portalegre. Do que um bem que nos pertença a nós...[4]. 

Mas este é um assunto demasiado complexo, para um tempo de imediatismos (como os que se vivem...)

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[1] https://eudict.com/?lang=lateng&word=nec%20domo%20dominus,%20sed%20domino%20domus%20honestanda%20est

[2] Mas foi exactamente ao contrário

[3] Que é o edifício da actual Câmara Municipal de Viana do Castelo

[4] I. e., concretamente à autora deste post

Desde 2015 - por esta altura - passámos a estar em Portalegre

(malhas alusivas ao Infinito)

E, consequentemente, passámos a poder ampliar vários dos nossos interesses...

«Ampliações» e crescimentos que, alguns foram inesperados, e relativamente a assuntos de História da Arte, que julgávamos mais do que definidos.

Porém, paradoxalmente - o que tem a ver com um tal de "paradoxo cientifico" [1] -, alguns dos materiais que nos vão surgindo e que vamos encontrando, mostram-nos uns casos a seguir aos outros, que ainda não é essa a situação.

E que os assuntos que queríamos ou gostaríamos de poder ver encerrados, e cada vez mais substancialmente terminados e definidos, esses assuntos continuam, longe de se poder dizer que já estão delimitados...

Por isso veio mesmo a calhar esta memória que o Facebook  nos lembrou. E que, obrigatoriamente (reparem sff nos desenhos que então - 18.06.2020) incluímos nesse post. 

Talvez notem que as geometrias são sempre as mesmas. Incluindo aqui as geometrias das imagens de hoje.

Fazendo pensar no que James Ackerman estudou e detectou – com as designações Ad triangulum e Ad quadratum - a propósito das diferentes campanhas de obras que se fizeram, interpoladas durante alguns séculos, para terminar a Catedral de Milão.

E calhou bem a dita memória do Facebook, porque, exactamente, já estamos com a cabeça em Portalegre, e a pensar nesta obra de E. Nery. A qual, concretamente, nos tem ocupado (quantas horas desde que a vimos pela primeira vez?) em sucessivas pesquisas. I. e., em pesquisas que propositadamente se vão fazendo.

Fazemo-las tendo em vista não apenas a nossa própria  curiosidade, mas o modo experimental que, como defendemos, deve existir para se poderem comprovar e se confirmarem os métodos da criação artística: de trabalho e de produção, em obras que hoje passaram a ser designadas, para alguns, como de "faith based styles" [2]

Ora sendo essa temática imensa (a das imagens provenientes dos "faith based styles"), agora, e para nosso uso, «encaixamo-las» simplesmente na designação malhas alusivas ao Infinito. 

E limitamo-las hoje, às imagens seguintes.

Mais antigas (medievais e/ou anteriores), imagens da indústria, do inicio do século XX. E no fim estão as das nossas experiências, visto que, mais do que desenho ou geometria, trata-se de  matemática (trigonometria) 

Lembram, forçosamente, M. C. Escher assim como o espantoso trabalho de Eduardo Nery que está em Portalegre, e...

... sorte a nossa, passámos a conhecer.

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[1] E aconselha-se a que procurem o verdadeiro significado desta expressão. Já que, pode também parecer paradoxal (mas neste caso não é), também esta malha significou o Infinito (Deus)

[2] De que já escrevemos, como por exemplo aqui se pode ler. E diríamos ainda que se tratam de pesquisas formais (ou de raiz polissémica), relativas às bases de onde nasceram inúmeros motivos – i. e., desenhos, e elementos visuais... – da Idade Média. Melhor, com mais rigor, serão ainda imagens criadas na Antiguidade Tardia, que perduraram. E a este propósito, veja-se o que Vítor Serrão ainda há pouco tempo (Agosto 2021- 1ª imagem) escreveu sobre o assunto.

Sobre a tapeçaria criada a partir de desenho de Eduardo Nery, por ela se prova que a Arte não são imagens «gratuitas», mas sim desenhos, por vezes (muitas vezes) criados com alguma base matemática (geométrica). Obra de Eduardo Nery que, concretamente, mereceria um estudo: quiçá um mini-curso? Deste modo atraindo estudantes, jovens e adultos curiosos, ao Museu da Tapeçaria.   

Será que a Lição de Sintra (que conhecemos...): seria possível ser transposta para Portalegre?

E ainda: Páginas mais visitadas - visualizações dos últimos 30 dias (registo em 1.06.2022)

Há dias em Portalegre, demos mais visibilidade à questão do Programa Estético (*) que foi adoptado pelo "civitates architectore" ** - Inácio Caldeira - , que no séc. XIX foi projectista da grande escadaria do Palácio Amarelo.

O que aconteceu, na sequência de uma visita à exposição dedicada à Loiça da Fábrica de Sacavém, e ao facto de o termos dito, "en passant", a quem nos guiou nessa visita. 

Só que depois, repensando, decidimos fazê-lo bastante mais «audível», no FB da Associação de Amigos da Loiça de Sacavém (como se pode ler aqui)

Claro que nunca esqueceremos os nossos estudos dedicados ao PALÁCIO de Monserrate em Sintra, feitos na FLUL. 

Mas, também não esqueceremos nunca - pois isso seria impossível - que esses estudos foram precedidos, por vários anos de contactos e de participações na AAM (i. e., Associação dos Amigos de Monserrate). A associação em que Emma Gilbert*** - durante vários anos (muitos) - foi a Presidente.

E com ela estava/esteve sempre, imensa energia, e uma capacidade extraordinária para dar visibilidade (pondo o assunto nos principais jornais, diários ou semanários...), à que era então, a necessidade absoluta, e premente, de se restaurar o Palácio de Monserrate.

Mas hoje, poucos sabem (...quando só passaram 30 anos...) - e são muitos mais os que tendem a esquecê-lo -, que as hordas de turistas que visitam os Palácios de Sintra, com destaque para o Palácio da Pena, e para o Palácio de Monserrate, são altamente devedoras do movimento que se conseguiu criar, sobretudo em torno de Monserrate, em meados de 1990.

Assim, quando penso em Portalegre, e no estado de (abandono/ruína) de alguns dos seus melhores edifícios, é normal que façamos analogias com Sintra; e, claro, com todas as vantagens de que fomos testemunhas, na sequência da criação dos Amigos de Monserrate (a AAM).

Em suma, penso que Portalegre também precisava de um movimento desse tipo, algo que fosse como uma «associação de amigos do Portalegre (cidade) histórico». 

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E ainda a pensar na tal «lição de Sintra», será que agora o restauro da Sé Catedral, assim como o que se está a fazer no edifício antigo dos Paços do Concelho (frente à Sé), esses dois casos poderão vir a suscitar a criação de «algo», que se tornasse muito novo?!

Que ajudasse a entusiasmar os portalegrenses, para uma nova visão - renovada e criativa (como se impõe !) - da sua própria cidade?   

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Deixa-se a pergunta, e no fim a constatação de que os nossos posts vão tendo alguns leitores...

  1. Casamarela - 29
  2. Pesquisa - 11
  3. Por um Restauro a sério, e bem feito do Palácio Amarelo de Portalegre. - 7
  4. O que, seguramente, aqui (na internet) estamos a fazer desde 2010... - 7
  5. De certeza que Paulo Larcher deve querer referir esta Casa, o chamado Palácio Amarelo? - 7
  6. Sinais colocados nas edificações, e aquilo que é (de facto) a Arquitectura - 5
  7. Se "Em Portalegre Cidade..." há uma Rua do Comércio fantástica, o mesmo se deve dizer do que pode ser visto como um Museu de Arte Moderna (logo ali, na Rua da Figueira) - 4
  8. Palácio Amarelo de Portalegre: Espaços que têm estado fechados - 4
  9. Em Portalegre, olhando, e vendo: uns Postigos de Portas da Rua da Figueira - 3
  10. A SUSTENTABILIDADE DO PLANETA TERRA, e «um muito mais» para se pensar  a propósito de sonhar e/ou realizar - 2
  11. Muitas tarefas ao mesmo tempo: - 1
  12. A tentar restaurar... - 1
  13. O Portal do Palácio Amarelo de Portalegre - 1
  14. A grande escadaria do Palácio Amarelo de Portalegre (mais uma vez) - 1
  15. Das Pedras da Ammaia: - 1

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* Aprendido com Vítor Serrão, significando que é «outra coisa», diferente daquilo que é o normal "programa das necessidades" . Aquele que o dono-da-obra fornece ao projectista, com a lista de objectivos. Já o "Programa Estético" prende-se com o zeitgeist de cada época, como Dana Arnold se lhe refere. 

** "Civitates Architectore"  : seria a designação para aquilo que os ingleses, nessa data (1803), já chamavam - em francês e não em latim - "Amateur Architects "

*** É mencionada no Catálogo da exposição que está no Museu Municipal de Portalegre, pertencendo à Associação dos Amigos da Loiça de Sacavém

Sinais colocados nas edificações, e aquilo que é (de facto) a Arquitectura

Numa ombreira de porta, próxima da igreja de S. Lourenço

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O interessante é constatar que quando uma família era abastada, ou se fosse de linhagens nobres, então não se limitavam a colocar este tipo de sinais - que são mais simples (e assim evitavam fazer gastos maiores) - nas suas casas.

Pelo contrário, na situação dos mais abastados, esses optavam por toda uma série de elementos, que, temos que concordar, constituíram uma verdadeira linguagem, visual de sinalização - razoavelmente sistematizada (como os estilos históricos o provam) e a que normalmente hoje se chama Arquitectura.

LinguagemVisual-sinalização.png

Se as imagens acima remetem para os sistemas de sinalização gráfica, contemporâneos, já os exemplos seguintes mostram arcos trifoliados, e edículas, que temos estudado (com certa profundidade), e que estiveram presentes nas linguagens dos estilos.

Arcos-trifoliados-300ppp.png

ARCO-CREDO-ATANÁSIO-3.jpg

Porque..., os «estilos» pretenderam sempre responder às necessidades de ensino e de transmissão dos conhecimentos sobre Deus.

Como está no último esquema (explicação sobre a origem do arco trifoil - apresentada já em vários posts como este é exemplo)

No Dia dedicado aos Monumentos e Sítios

Num livro sobre Ideogramas (e outras imagens falantes) já vimos referências a algumas das formas que estão nas Rejas da Casa Amarela de Portalegre[1]. Assim como em Luís Keil, e no que estudou sobre o Norte Alentejano

De qualquer maneira, e tendo já feito algumas recolhas, ainda não houve o tempo – que é sempre necessário – para pensar e organizar essas informações com o cuidado que merecem; para depois, cabalmente, poderem contextualizar, no ambiente temporal e artístico, as realidades a que se referem.

Donde, e  por não esquecermos a data (hoje), aqui ficam alguns dos elementos, entre outros (muitos mais) que importa organizar - "comme, on le sait, qu' il faut faire..." [2] .

DSCN4565-f.jpg

p.3.jpg

p.2.jpg

ESQUEMA-REJAS-PORTALEGRE-4.jpg

REjasVarandasPortalegre-2.jpg

p1.jpg

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[1] A última imagem/texto

[2] Que é como quem diz - o melhor que sabemos e podemos …

Esta «Maluquice» impensável: Qual brainstorm imparável

Comecemos pela palavra BRAINSTORM e o seu significado. Aprendemo-la bem cedo, talvez ainda no Liceu ou já na ESBAL? E no IADE - aí muitas vezes recorreu-se a ela - para tentar explicar  aos alunos de Metodologia como, frequentemente, podiam nascer ou ter nascido as ideias*.

Porém, muito depois, não fora a nossa ida à FLUL e teríamos perdido - aquilo que é para a Arte - uma fonte inesgotável.

E este post fica aqui, não indo para algum dos outros blogs, porque foi em Portalegre, no Museu da Tapeçaria, que pude reparar em detalhes de um desenho de Maria Keil. Como se poderá notar nas imagens seguintes, alguns grafismos são muito semelhantes

extractp-desenhoMariaKeil(2).jpg

O que diríamos serem zigzagues - insignificantes - por exemplo debaixo da assinatura de um rei (!) afinal estão em muitas outras imagens, como as que se «pescam» num outro post escrito este verão**.

Ideograma-PINTURA-DIOGO CONTREIRAS-RENDA(4).jpgIdeograma-trajeD.SEBASTIÃO-MNAA(4).jpg

FB.VÍTOR SERRÃO-27.06.2021-4.jpg

D.Sebastião-mnaa-EXCERTO-ampliado-B.jpg

Meca.jpg

detalhe-varandaESTADONOVO-PORTALEGRE-C.jpg

2019-MariaKeil-tapeçaria-portalegre(2).jpg

No fim temos que concluir que as nossas fotografias, feitas aos desenhos de Maria Keil, que vimos vários, aparentemente repetidos (mas havia diferenças entre eles...) no Museu de Portalegre. Se aconteceu é porque esses desenhos não foram exactamente, aquilo que chegámos a julgar - doodles e rabiscos, aparentemente sem sentido - como aliás também podem parecer as ideias que surgem durante um brainstorm... 

Por detrás houve um esforço, e por isso os vários desenhos que precisou de fazer. Tendo em vista uma busca, muito provavelmente a da maior expressividade das imagens que ia criando; mas a pensar, sobretudo, na qualidade final de uma tapeçaria enorme.  

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*Quando estávamos longíssimo de pensar que um dia havia de ser da Medicina, que poderiam chegar novas teorias sobre a Arte. Num caso de António Damásio, noutro de Freud, embora através de  um Historiador de Arte, professor na Yale University (George Hersey)

** E neste caso com Iconografia trazida de um outro post de Vítor Serrão: o «negacionista» que é cada vez mais o nosso provedor daquilo que ele próprio nega...

Enfim, só pode ser divertida... (a ironia de tanta contradição)

Muda, mesmo que só um pouco..., pois se até agora se achava que os caracóis das grades eram in-significantes

Pelas nossas pesquisas Iconográficas, relativas à iconografia cristã*, até agora ainda nada tinha aparecido que informasse que podia haver algum valor significante, nos ferros forjados das janelas de sacada, do Palácio Amarelo de Portalegre.

Porém, mais uma vez, o impensável aconteceu.

Num livro que há alguns anos comprámos, e em que se fala de Ideogramas (além de símbolos e sinais), há muito para explorar. Principalmente porque os referidos sinais, sendo quase incontáveis, por isso foram ordenados segundo aquilo que melhor pareceu ao seu autor.

E neste, como noutros casos, parecerá até que é uma arrumação aleatória. No entanto, a essas imagens - nascidas na polissemia medieval - é verdade, foram-lhes atribuídos significados (teológicos) de forma aparentemente quase infantil. Ou «encadeados uns sobre os outros», como por exemplo escreveu o cardeal Henri De Lubac**.

A imagem seguinte é portanto um simples apontamento deste assunto que se quer aprofundar 

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(os ideogramas que nos valeram uma «honrosa expulsão» da Faculdade de Letras da UL, em 2006, e que são contas para outro rosário...)

IMG_20210810_203022-c.jpg

*Iniciadas depois de 2002 ao estudar o Palácio de Monserrate em Sintra

** Autor de: Exégèse médiévaleles quatre sens de l'Écriture. Cerf 1993

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