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Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

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Por cá:

Uma azáfama, imparável!

Depois, ficar a saber que o padrão na parede de uma salinha foi replicado em tapetes de Arraiolos, ou ao contrário?, claro que torna as tarefas ainda mais entusiasmantes...

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Ou seja, acrescenta "Fortuna Crítica" como se diz na FLUL 

Mas há mais

Ou ver aqui

Claro que o Sol todos os dias nasce para desaparecer no horizonte; ou, aqui, quando é o solstício, a esconder-se mais atrás da montanha

São dias especiais, mais longos, com as luzes a demorarem a apagar

Se algumas fotografias estão tremidas pouco importa, é nas cores e na mudança que está o fascínio deste «filme».

Talvez uma das vistas mais bonitas da cidade de Portalegre?

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1ª fotografia às 21h 15m2-DSCN5126.JPG

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E se vamos embora..., ao voltar ainda o espectáculo continua

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5-DSCN5140.JPG6-DSCN5141.JPG

Por fim parece que a noite cai, já está acesa a luz na cruz da Penha

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Mas mais em baixo, por um bocadinho, na última fotografia (21ª), ainda havia um resto do dia...

Eram 21h 40m - ou seja mais de 25 minutos a chegar ao escuro total

A tentar restaurar...

A tentar restaurar paredes que há mais de 200 anos (pelo menos serão de 1803, podendo ser ainda do século XVIII, de alguma campanha de obras anterior...?). Paredes que foram pintadas sobre base que ainda estava fresca, massa de gesso ou cal.

Ou seja, há que o perguntar, como é possível que em meados do século XX*, talvez mesmo bastante depois de 1970, alguém tenha querido esconder 30-40m2 de paredes pintadas à mão? Num trabalho que, agora, estando a replicá-lo e usando os simples marcadores ou as canetas actuais (para «despachar» o mais rápido possível) ainda assim é demoradíssimo!

E não estamos a pintar a pincel, folha-a-folha, e em forma gotas, como se vê o trabalho foi feito.  Agora a tarefa de recuperação é, sem dúvida, hercúlea mas mais rápido é impossível...

Terá valor, vale a pena estar a fazer isto??? Lembra o Château de Gudanes, como há um ano nos disseram.

E é porque se prevê lentíssima, que se pensou (enquanto o tempo passa e para um quotidiano tornado menos agreste e um pouco mais ameno), de acordo com a antiga ideia de decoração** -, que pelo menos nalguma zona vamos colocar o padrão inicial da salinha mais trabalhada,  a qual, como pensamos, terá sido também uma das mais bonitas deste palácio de Portalegre.  

Portanto seguem-se algumas fotografias dos trabalhos que vão estar (sempre e demoradamente) em curso... Com a descrição do espírito com que se vão fazendo: devagaaaaaar, de... vagariiiiiiinho, que está calor no alto-alentejo...

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Acima luz tangencial para acentuar as diferentes camadas de tinta, o bisturi para raspar e descascar, a fim de conseguir atravessar as camadas e as películas de tinta plástica

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Exemplo dos maus tratos dos inquilinos: Durante cerca de 40 anos a própria edilidade portalegrense (!) manteve aqui uma das primeiras bibliotecas da Gulbenkian. Até se mudar para o Convtº de Sta Clara onde está agora.

Mas depois vieram outros serviços da CM, sempre sem se lembrarem (ou que lhes ocorresse???) a qualidade Patrimonial e Cultural do «contexto» em que estavam.

Por fim, e como veio a Crise, em 2011 acharam que já não queriam mais a Casa que com o máximo empenho durante décadas tinham ajudado «a tornar numa ruína»...

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Levantamento do padrão, claramente romântico, daí acharmos que pode ser anterior a 1803 (?)

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Por fim, e para acrescentar romantismo, tudo isto também nos lembra a história de D. Maria II, que mostra não só o muito (IMENSO MESMO !!!) que Isabel Stilwell teve que investigar, como, ainda por cima, apresentar aos leitores: num romance em que a base histórica tem que bater certa, sendo verosimilhante com o que se passou.

E o que se passou, como se lê, não foi pouco! Sobretudo, pode-se dizer, o que todos eles sofreram, mesmo que fosse em festas oficiais, ou até nos bailes!

Por isso é um romance todo ele a querer combinar os factos (históricos) com uma plêiade de sentimentos, infindável e típica do que caracterizou o romantismo (e o nosso padrão pintado em paredes de Portalegre)

Mais: se se diz, e será verdade, que D. Pedro de Alcântara (neste caso D. Pedro IV) nasceu e morreu no mesmo quarto do Palácio de Queluz; o que pode parecer muita quietude, na verdade a sua vida foi tudo menos isso! É que nunca esteve quieto.

Com nove anos partiu para o Brasil, toda a Corte a fugir das Invasões Francesas e daí para a frente foram acontecimentos uns sobre os outros, desde os locais - no Rio de Janeiro -, a tudo o que se pode dizer que «mexeram e fizeram mexer», pela Europa fora.

Portanto este romance, posto em cima dos meus desenhos, das paredes que foram "afrescos" (como se diz no Brasil), paredes do que pode ter sido um "boudoir" portalegrense (?), não é uma diversão/divergência neste post, mas mais sintonia:

A lembrar a leveza e a frescura de um jardim, uma certa alegria que se ia vivendo, com - e ao mesmo tempo -, vários e imensos dramas, que, em simultâneo, estavam a acontecer.

Comparado com os nossos dias?

RE: Nada de novo! A única diferença parece ser a falta de comunicação instantânea, que hoje atravessa o Globo, e antes não existia:

Em que a "globalização" - como se deixou em Monserrate - era já uma realidade que por isso, propositadamente, ficou impressa em vários paramentos do Palácio de Sintra...

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*E dizemos que terá sido coberto por tinta plástica, já que as películas secas, ou as placas inteiras que se vão retirando das paredes, da 2ª camada - castanha cor de chocolate, que serviu para homogeneizar a base (para pintar de branco); os resíduos que se vêem no chão, agora com o calor, foram libertando um forte cheiro a plástico... Será Acrílico, ou mais PVA? Talvez, dado o cheiro...

**Quanto à Decoração, desde o Décor de Vitrúvio - que queria significar conveniência – a palavra, desde então nunca deixou de evoluir. Decoração também significou Paramentação (a mais adequada para cada situação), daí as paredes serem muitas vezes referidas como paramentos.

Depois a palavra Decoração referiu-se a  ornamentos, ornatos e ornamentação - quase com o mesmo sentido; mas talvez por estes serem mais soltos (i. e., mais parciais e menos «integrais», na obra). É este o sentido que se pode encontrar explicado no Dictionnaire critique d'iconographie occidentale (Rennes, P.U.R., 2003, dir. Xavier Barral i Altet).

Exactamente para a palavra Ornamento, e com informações vindas também de Georges Hersey, e das razões filológicas que este autor aponta, como tendo estado presentes nas obras edificadas.

Aqui aproveita-se para lembrar que a construção muitas vezes funcionou como um tropo (equivalente a um adjectivo), com um sentido moralizante/edificante, que a maioria das pessoas desconhece. Mas que esteve relacionado com as formas criadas e optadas, para cada um dos estilo arquitectónicos. [Coisa antiquíssima, maneira de pensar típica da Idade Média, que criou o que designamos por "edículas apologéticas".]

Por fim, e ainda a propósito do nosso padrão decorativo, já com Ernest Gombrich no seu livro - O Sentido de Ordem - novos significados são dados aos motivos decorativos (como se fizessem entrar ordem e regras, nos ambientes e nas imagens criadas). Sejam esses motivos soltos (e únicos), ou repetidos a formarem padrões.

Assim, a este autor devemos - pelo menos o registo e a descrição de como funcionavam - as principais ideias (do século XX?) relativas a Decoração e Padrões.

Em suma: toda uma conceptualização, sempre cada vez mais longe do sentido inicial de Conveniência (antigo, «homérico») dado por Vitrúvio.

Das Pedras da Ammaia:

E tudo isto, os últimos posts, porque como alguém já vaticinou, poderão ser «pedras da Ammaia»? Poderão, repete-se, admitindo que é possível, mas sem certezas...

Pedras que primeiro foram cortadas, na natureza, e empregues na construção pelos romanos, lá para os lados de Marvão.

Depois, séculos mais tarde, transportadas para fazer o Castelo de Portalegre, em cujas paredes (terão sido perpianhos do aparelho da muralha) - algumas verdadeiras e outras falseadas;  paredes sobre as quais assenta o Palácio Amarelo.

Como já explicámos, deduz-se que para criar algumas das pequenas dependências agora existentes (na ala Sul), a que hoje designamos Cas’amarela; pela sua configuração é-se levado a pensar que esses espaços foram conquistados à antiga muralha, que, para este efeito foi, em parte, desmontada.

Seguem-se as fotografia e nas primeiras, pelo aparelho - que é argamassa riscada a parecer pedra -, deduz-se que esta é uma das paredes (torreão rematado com ameias) que foi falseada.

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Nas seguintes, fotografado a partir do 1º andar, e a ver as paredes do R/c - na zona em que têm 2 mts de espessura;  vêem-se também encostadas a essas paredes, alguns dos «quase megalitos» que alguém nos sugeriu podem ter vindo da antiga cidade romana, que existiu outrora, não muito longe daqui.

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Pelo link acima percebe-se que a Fundação C. Gulbenkian está a apoiar a Fundação Ammaia.

Por este fica-se a saber de um Festival de promoção, o que também é feito pela CM Marvão.

Enfim, como canta a Marisa - n' o melhor de mim está para chegar... - também se deseja que o melhor das palavras dos políticos, sobre os "portugais desconhecidos" (existentes no interior), mas tão diferentes do litoral onde se concentra a maioria da população; aqui deseja-se que haja criatividade e apoios para que o interior passe também a ser filho (deixando de ser enteado, desprezado).

Nunca esqueceremos a ideia de Pierre George, o geógrafo francês que defendia a "urbanização dos campos". Ou seja, diferente do que podem estar a pensar, não é ocupar os campos com urbes, mas dar "modos de cidade".

Melhor dizendo direitos de cidadania, que é olhar para todos com direitos mais iguais (do que diferentes)

Entretanto já o sol se demora mais...

... a entrar pelo arco adentro, projectando luz e sombras,

 na parede do museu.

E o nosso desenho, prometido, que tarda!

Bons exemplos

Para o nosso objectivo, que é - supor, desenhando - o que poderá estar atrás de paredes caiadas; para isso alguns conhecimentos técnicos/teóricos, e bastante prática de desenho, parece-nos que isso há-de ajudar.

Mas não só, felizmente também dispomos de bons exemplos, como é o seguinte:

Um pilar (ou coluna) constituido por sucessivas pedras (tambores?), que formam uma cofragem, que à medida que é elevada é preenchida com argamassas com poder de presa.

 

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Exemplos que têm autoria: vindos de um livro que vale a pena conhecer

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E o nosso como se vê continua a ter bastante uso...

 

 

Enquanto se faz e não faz, para não esperarem:

Aqui ficam exemplos de «muralhas e castelos» já desenhados, i. e., prontos:

Podendo ser para crianças, destinado a imaginar, brincando, com materiais aproveitados e reciclados.  Podendo-se recortar, desenhar, dobrar, colar.

São trabalhos designados "Pop-Ups", geralmente feitos em papel.

Mas na sua raiz, não muito diferente das paredes que se elevam em Portalegre, no chamado Palácio Amarelo, ou - e naturalmente sem desprestígio, ou banalização -, o mesmo se passando, sem excepções, em todas as outras construções!.

Vejam as imagens acima, reparem como num A4 tudo está reunido, mas cortado e dobrado, pode-se chegar a um modelo tridimensional, que pode lembrar as cercas ou muralhas de um castelo... 

Mais: não é por acaso que os alçados em inglês são chamados "elevations"; e que no português antigo aparecem, frequentemente, como sendo "especados".

Um novo 'post', especialíssimo...? Há que o aguardar. É/será desenhado

Esse post será sobre as pedras que tenho no «jardim» do Palácio Amarelo, enormes, quase megalitos, encostados às paredes, forrados com heras.

Terão vindo da Ammaia, como já alguém sugeriu?

Não sabemos...

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E no desenho está assinalada a zona onde poderão estar «os perpianhos» vindos da antiga cidade romana. Porém, só com uma perspectiva talvez consiga expor a hipótese que coloco. 

Desenho que há que fazer, em breve...

Do 'Last Summer', ao Verão que se aguarda..., e parece que não chega!

E vamos esperando, esperando, porque as «paredes geladas» ajudam pouco.

Mas será que se sabe, ou sabem, porquê?

Alguns poderão dizer que é do frio, dos materiais, da inércia térmica, das janelas, do clima, da espessura das paredes...

Pois, por aqui são essas, tal e qual, as constatações. Mas será que sabem como são as paredes mais grossas?

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Como as paredes foram desmontadas, e como se aproveitou o espaço que outrora ocuparam?

Bem, para dizer verdadinha, também não sabemos, mesmo, mesmo, exactamente.

Mas fazemos raciocínios, que é preciso serem desenhados para explicar o que achamos pode ter acontecido atrás destas paredes: sejam as que se viram a Nascente ou a Poente, face interna ou faces externas.

Principalmente as que terão sido de uma muralha antiga; protecção acastelada, e se vêem, prolongadas no exterior, do lado Oeste, do Museu da Tapeçaria.

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PALÁCIO AMARELO, Nº 15 LG. CRISTOVÃO FALCÃO

desenho nº 3-pal. Amarelo-20-03-1015

Sobretudo referimo-nos à constituição destas últimas paredes, junto a este texto, no desenho onde está a seta e assenta a arcaria. Melhor dizendo, sobre os arquinhos.

Que foram mais que tudo um enfeite/disfarce, do que nos aparece como tendo sido uma necessidade estrutural.

Portanto, ó Casas gélidas de Portalegre, das outras não sabemos! Mas aqui, neste caso talvez não seja difícil - para lá das condições climáticas - saber o que aconteceu e acontece?

Hoje como há um ano, ou já lá vão 2?

Certo é que gostaríamos de estar em Portalegre.

Foi talvez em 2017 que quando chegámos a procissão já tinha sido?

Portalegre-CorpusChristi-1

Portalegre-CorpusChristi-2

Portalegre-CorpusChristi-3

Mas pudemos ainda encontrar algumas das decorações, e os ornamentos de génese antiga que se usam nestas ocasiões, como estão nas fotos acima...

 

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