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Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

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Uma outra Dimensão do Património:

Uma outra Dimensão do Património, aquela de que se fala quando estamos perante um país (talvez também a Europa?) estupidificado.

De um país em que as pessoas se deixam levar por promessas que são como as letrinhas minúsculas da publicidade enganosa.

Mais precisamente quando nos Serviços de Finanças nos dizem que valores relevantes, muitas vezes acima dos 5.000 euros gastos em obras de Restauro e de Conservação de edifícios com mais de 200 anos (e que serão nossos talvez durante 20 anos?*); que esses bens patrimoniais – incluídos em áreas de Restruturação Urbana, ARUs, - não podem usufruir dos benefícios fiscais (com que se estava a contar e por isso foram feitas obras), porque as remunerações mensais dos seus proprietários ultrapassam os mil euros mensais.
Enfim, dizem os Serviços de Finanças - depois de freneticamente coscuvilharem a lei à procura de justificações inverosímeis, para tentar justificar o que nunca pode ser aceitável** – “…porque (dizem os ditos Serviços) ele há/tem que haver, limites acumulados; e como já teve benefícios fiscais noutras deduções, como por exemplo de Seguros de Saúde, ou de PPRs, ou ainda de outros valores considerados formação profissional, etc., etc…." Ou um qualquer outro blablabla: “…por isso, os benefícios fiscais por salvaguardar ou não deixar o património cair…, já foram gastos, e não haverá direito a nenhuma outra dedução no IRS…
Enfim, lembremo-nos – como consta em Ruin’arte que a pobreza é um fado nacional: sobretudo a pobreza mental (dizemo-lo nós), como são as especializações universitárias em mestrados e doutoramentos:
Especializações que, tomem bem atenção, para poderem ser aceites devem ser em assuntos únicos, e principalmente desligados de tudo. Para que nunca possa aparecer alguém com uma Licenciatura em duas áreas; ou alguém que veja e compreenda «mais alguma coisinha» do que aquilo que o chefe, ou o seu superior têm capacidade para entender!
Como já o escrevemos, para nós as Imagens de Ruínas em Ruin’arte apenas têm um defeito (gravíssimo): são lindas. Quem as fotografou conseguiu captar e depois registar a sua beleza sublime. O que podem confirmar seguindo o link***.

FOCUS

*Já que em termos de valores patrimoniais, obras antigas com vários séculos, nunca são ou serão de facto, nossas. Na melhor das hipóteses deveríamos vê-las como valores emprestados, esperando-se que as entreguemos - como as encontrámos - às gerações vindouras
**Repare-se que obras de salvaguarda em Bens Nacionais (sejam Monumentos Nacionais - MN, ou só Imóveis de Interesse Público - IIP), repare-se que esses trabalhos e os valores que implicam, sejam comparáveis ou postos ao mesmo nível que o custo de Seguros de Saúde! Para o Fisco português, repare-se, e assim se percebe bem a estatura dos decisores políticos, que eles conseguem pôr tudo ao mesmo nível. Gente focada, como vemos...
***http://ruinarte.blogspot.pt/2014/11/fado-do-patrimonio.html

 

Adossado à Muralha

Ainda do livro de Paulo Larcher, esta frase que já se citou no post anterior:

"Erguendo as suas torres cónicas num dos pontos mais altos, parcialmente adossado à muralha..."

E vamos buscar imagens da referida muralha para aqui deixar como essa reminiscência se apresenta, quando é vista de muito perto:

DSCN5986.JPG

DSCN5992.JPG

Como se pode ver - ou ler o que a realidade nos mostra* - acontece que a referida muralha terá sido feita em pedras que não se queriam apresentar (em toda a sua verdade): quiçá alvenarias que até podem ser de tijolo (?), mas que por inúmeras razões, que não vamos elencar, pois podem ser tantas as hipóteses, essas alvenarias, no fim dos trabalhos foram revestidas (e protegidas) com argamassa: onde, sobre a mesma se desenhou uma possível estereotomia da pedra.

Na verdade estamos em crer que sim, de certeza que existe muralha, mesmo que não esteja, exactamente, por de trás da mais que notória argamassa. Mais, nalguns casos sabemos - já que o levantamento arquitectónico evidenciou este ponto - que essa muralha nalgumas zonas tem 2 metros de largura: i. e., os habituais 10 palmos.

Quanto às descrições de Paulo Larcher, e outras noticias desta casa e de Portalegre, vão esperando. E, entretanto, porque há que aproveitar bem o tempo que passa, o "carpe diem" dos romanos - aconselha-se o texto (ver link seguinte) que escrevemos para o Portalegre Cultural. Mesmo que o dito ainda não esteja paginado, com a imagem final que gostaríamos de lhe dar, que é com as fotografias articuladas com a redacção inicial**:

http://casamarela.blogs.sapo.pt/o-portalegre-cultural-sumiu-4540

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Notas do fim de Julho 2015

*Leituras que nos lembram o e-book de Richard Perassi, com a afirmação, que é incluída, de que a realidade, ou a formação de todos nós, as aprendizagens iniciais são optocêntricas. Ver em: http://primaluce.blogs.sapo.pt/richard-perassi-e-o-seu-e-book-274091

**E batendo ainda «na tecla» da nota anterior, sendo, como alguém escreveu "a nossa «civilização» Ocidental é optocêntrica...". Ou, preferindo outra terminologia, com a noção do «trabalho da consciência» como explicado por António Damásio (ver em  - http://primaluce.blogs.sapo.pt/164633.html) na verdade, nesse nosso texto - que descreve um passeio em Portalegre - porque o passeio descrito é mental, são também as imagens que a mente reteve, e que se tornaram interiores, que importa tentar dar ao leitor, quase em simultâneo com as palavras.

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