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Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

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Abre amanhã

De novo aberto o Palácio Amarelo, para uma outra exposição de Arte Contemporânea, trazida pelo Carpe Diem, Arte e Pesquisa.

Assim, tal como está no anúncio/convite do CDAP outras imagens do interior do Palácio vão sendo agora divulgadas, podendo deste modo crescer o interesse dos portalegrenses pela Casa que foi dos Abrançalhas e Romo Sousa Tavares.

Famílias que, por não terem descendência, a Casa acabou por passar a outros: a pessoas que, diríamos, têm sido muito mais utentes do espaço, do que aquilo que normalmente uma família é, relativamente à sua Domus.      

Por isso lembramos a frase que está na Casa da Carreira em Viana do Castelo (e que já explicámos): 

"Nec Domus Dominus, Sed Domino Domus, Honestanda Est"

- frase que tem implícita a noção de que o dono deve honrar a CASA, tal como ele mesmo honra a própria LINHAGEM (i. e., a família) a que pertence.

Por isto as Casas Nobres - antes e depois dos movimentos revivalistas dos séculos XVIII, XIX e XX (movimentos que, para estes séculos têm sido intensamente estudados) - não deixaram de apresentar uma série de sinais que eram alusivos à origem dos seus proprietários.

Sinais que na prática fizeram o embelezamento que hoje vemos, que nos toca (ou emociona), e ainda está, ou esteve patente, nas referidas mansões. 

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Quer pelo lado de fora - como todos podem ver, e reconhecer como Ex-Libris das suas cidades - mas também, no geral, pelo lado de dentro.

O que nem sempre, valha a verdade, nem os particulares, e nem até mesmo as edilidades, têm feito. Ou têm sido modelos, exemplares, dessa prática...  

Mas enfim, é o país que temos, as universidades e a CULTURA que delas sai.

Tal como em Monserrate - na Sintra dos muitos Revivalismos (mais que estudados e reestudados) - há que o dizer, e congratularmo-nos por esta evolução, a acontecer aqui:

Sempre..., mais vale tarde que nunca!

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A Sé nossa vizinha, e o que sobre ela escreveu Carlos Azevedo

 

O Palácio Amarelo é indissociável da zona da cidade em que foi construída e a que pertence: zona monumental que já comparámos com cidades de Itália.

Neste post predomina a imagem, por isso, a seguir está uma fotografia nossa, depois uma fotografia da Sé de Goa, que, segundo se diz, se filia na solução que foi adoptada para Portalegre. Por fim, uma página de um livro de Carlos Azevedo, onde se sublinharam as informações que se pretende destacar

Para nós, como temos mostrado, a Sé de Portalegre é um óptimo exemplo de que as ogivas são muito mais do que meros elementos de suporte (das abóbadas): que nasceram como ideogramas significantes, e embora parecessem nervuras que se salientavam dos planos das abóbadas, o intuito era enfatizar que os dogmas da fé que esses motivos traduziam, suportavam a Assembleia de Deus na Terra. Isto é, muito mais do que o edificio da igreja, suportavam a Ecclesia formada pelos homens reunidos em louvor a Deus.  

Na verdade era a forma (feitio, iconografia) dos desenhos o que mais importava - para serem contemplados; de tal modo, que neste caso, algumas varandas de edifícios da cidade, classificados «Estado Novo», registam a mesma iconografia que no tecto da Sé era motivo de contemplatio

No tecto da Sé de Portalegre as ogivas são também conhecidas como artesãos e essa abóbada diz-se artesoada.

DSCN3939.JPG

Sé de Goa

EmPortalegre-a-vizinha-Sé.jpg

Para ler, amplie aqui

 

Afixado numa janela da Casa Amarela, desde Sábado 17.09.2016

Acrescentando-se o que pode esclarecer um pouco mais

------>o que significa Pop-Up

Segundo o Cambridge Dictionary usa-se a expressão Pop-Up para referir alguma coisa que aparece e de repente se abre, inesperadamente*.

É aplicado a livros como se diz na tradução (e fizemos na imagem) para as páginas que sendo cautelosamente pensadas e depois recortadas e dobradas, quando essas páginas são abertas, ao folhear o livro, então as imagens inscritas e delineadas nas superfícies dessas partes, vão abrir-se ou até saltar de um modo inesperado: quase surpresa.

Porque ficou afixado na janela e está na nossa mente**, vamos continuar a desenvolver o tema

*Used to describe a machine, book, etc. that has parts that push out from a surface or from inside: "a pop-up children's book".

Havendo outras Casas de Bonecas, como as da Barbie - agora objecto de estudo

Ver em:  http://dictionary.cambridge.org/dictionary/english/pop-up#translations

**Inspirado em "O Alentejo na Nossa Rua"  (a decorrer em Portalegre na Rua do Comércio e na Rua da Sé, até 25 de Setembro).

 

A Sé de Portalegre e a influência que teve em vários detalhes existentes no Palácio Amarelo

Já por mais do que uma vez alertámos para esta temática, e, ao vivo, concretamente quando da Exposição do Carpe Diem no Palácio, nas explicações e visitas que acompanhámos aos diferentes grupos

Poderá parecer estranha...?

Mas, não só é claramente visível em vários exemplos, como acontece e se pode confirmar pela fotografia seguinte:

Sé-Capela de S. Pedro No exemplo constituído por um excerto da Capela de S. Pedro (da Sé), e especificamente pelas grades de ferro que foram o modelo para as guardas das varandas, das janelas de sacada do Palácio Amarelo.

Os gradeamentos chamam-se Rejas e curiosamente podem ainda encontrar-se também numa outra fachada muito próxima da Sé, na rua que tem este nome   

Depois há fundamentos, e não são poucos - aqueles com que nos temos deparado no desenvolvimento dos nossos estudos, feitos desde 2001, e que foram desencadeados pelas investigações sobre Monserrate.

O paralelismo entre a Religião e a Arquitectura já foi referido por Aby Warburg, mas, concretamente, o modo como o mesmo poderia ser descoberto, compreendido e desenvolvido, foi «receita» ou método que o referido autor não terá dado (?).

Claro que temos que o dizer desta forma, pois algumas informações de A. Warburg são muito claras, a exortar os autores a explorar o tema, sendo porém omisso naquilo que seria essencial.

Leiam-se então as ideias e conselhos de quem veio a originar uma das mais influentes instituições de Arte e Ciência de Inglaterra, e portanto, do mundo: "May the history of art and the study of religion—between which lies nothing at present but wasteland overgrown with verbiage—meet together one day in learned and lucid minds (minds destined, let us hope, to achieve more than the present writer); and may they share a workbench in the laboratory of the iconological science of civilization." (ver em  http://warburg.library.cornell.edu/about/aby-warburg).

Por fim, resta-nos sublinhar que há muito adoptámos a síntese que é a palavra ICONOTEOLOGIA criada pelo estudioso dominicano Eugenio Marino, que assim entrou também ele (abrindo-o, pela terminologia) num campo cientifico que é extremamente fecundo.

Como fecunda é a cidade de Portalegre, riquíssima para as temáticas que nos dariam um doutoramento se...

And thanks God for the extraordinary workbench we were given!

E ainda:

http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/dossier/diocese-de-portalegrecastelo-branco-patrimonio-e-historia/

C:\Documents and Settings\user\Definições locais\Temp\3_Sé de Portalegre.pdf

O Valor do Património não é só coisa estimativa ou afectiva

Também não é coisa para encher os tempos livres (ou as mentes vazias) dos mais novos.

Dos que as escolas onde eles andam, as ditas escolas querem-nos empurrar a que fiquem mais tempo nessas instituições, para, permanecendo, irem pagando mais propinas.

Sabemos disso, infelizmente, por experiência, pois lemos os posters que se afixam, a querer convencer os alunos a fazerem pós-graduações e mestrados, que podem ou não ser-lhes úteis, mas que serão de certeza rentáveis para quem os cria...

Desgraças, gravíssimas que vão no Ensino Superior, a que o MEC não consegue, ou não quer pôr fim.

Mas, se muitos cursos parecem (!) ter nascido para «entreter», também há quem veja neles muito mais do que isso, e uma enorme utilidade.

A de aos poucos ir conseguindo mudar mentalidades. E esta página do Público, do passado dia 7 de Setembro, é exactamente disso que fala: OvalordoPatrimónio.jpgDa história de um professor/arquitecto que não se limitou a ensinar, e na sua própria vida experimentou aquilo que, até contraria, o que é mais normal um arquitecto viver (ou querer transmitir aos seus alunos).

Porque apesar dos edifícios abandonados serem vistos facilmente como «cascas deixadas nas paisagens»; e portanto muito apropriados para depois serem esventrados e se fazer no seu interior aquilo que está mais em voga (ou se está a fazer nos interiores dos edifícios mais contemporâneos). Juan Domingo Santos ajuda a reflectir no que é chamado como apropriação de um espaço existente:

Dir-se-ia que é um funcionalismo visto ao contrário, - o qual aliás seria bem interessante ser também pensado nas escolas de Design* - para se aprender a usufruir, ao máximo, da beleza das ruínas que Ruskin tanto amou.

É que todas estas lógicas nos assaltam a mente, cada vez que entramos no nº 15 do Largo Cristóvão Falcão em Portalegre.

OvalordoPatrimónio(2).jpg* O exercício do que fazer com este bem, que tem estas características e que não quero desvirtuar, como fazer para ser útil. Exercício óptimo para estes tempos em que a sustentabilidade precisa de ser aprendida, e ter traduções realistas, úteis e não fúteis...   

     

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