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Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

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Porque nos tornámos numa família de magérrimos recursos face à responsabilidade que a CM de Portalegre nos «transmitiu»

Ou, melhor dizendo - a CM de Portalegre impôs!

Assim, quando se ouviu falar em Autarquias Familiarmente Responsáveis, decidimos ir procurar.

Enfim, não se encontrou nada de novo.

Nada de surpreendente, nada de responsável!

Vê-se que para a CM de Portalegre as aparências são tudo, e sobretudo aplica-se o verbo impôr...

Aqui fica portanto a lista das bandeiras de 2017 atribuídas pelo:

Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis

http://www.observatorioafr.org/bandeiras.asp

Lembrando que, nesta altura, a alternativa seria a casa estar completamente destelhada.

Embora a CM de Portalegre seja muito boa a ir recolher louros no que nada fez!

Sobre - "As elites locais"

Sim escreveu-se isto:

"...a tentar não deixar caír uma casa culturalmente valiosa, que é ex-libris da Cidade; mas que todos os responsáveis ou as supostas «elites locais» - vá-se lá saber porquê (?), decidiram desvalorizar e deixar caír."

E foi há dias num post.

Por sabermos que há, localmente, um afecto pelos valores edificados, que consideram ser Património da Cidade. No caso a que nos referimos, concretamente, pelo Palácio Amarelo

Só que esse património é também imobiliário, e geralmente, não sendo propriedade da autarquia, tem proprietários.

Que são também eles pessoas concretas, que gerem como podem - e no nosso caso "tant bien que mal!", pois não está ao nosso alcance fazer mais ou melhor - os bens de que são proprietários.

Como o desenho que fizemos e depois colorimos e está na Agenda Cultural de Portalegre, pelo menos aqui faz-se o esclarecimento: note-se, foi pintado com 2 tons, como está agora na Casa, e só é nossa a área menor, com o tom de amarelo mais vivo. 

E mesmo de memória, sem medidas correctas vai-se desenhando

Vai-se desenhando para salientar como cada obra, nos seus mais pequenos detalhes pode conter uma lição.

Neste caso é o Alçado Poente e os espaços de um logradouro, na periferia da cidade (Portalegre), que sendo Monumento Nacional (talvez classificado assim, MN desde 1910?), deveriam ser muitíssimo mais cuidados.

fachadaPoente 004 001.jpg

Só que, pergunta-se: É toda uma Cultura, aparentemente, demasiado longínqua para os Edis e as Elites locais? Propositadamente alheados (ou sem formação, nenhuma?).

Aliás, não esquecemos a prontidão com que o Município, numa manobra rápida para confundir (todos?), veio auto-promover-se, e fazer-se dono das obras feitas!

Se é verdade que ajudou a despejar os espaços do logradouro, de onde saíram várias (muitas) carradas de lixo. Também é verdade que nos disseram "desconhecer, até então, a existência de um logradouro..." (!), o mesmo que aparece nos desenhos do PDM de Portalegre como sendo Monumento Nacional (MN).

E isto, depois de, durante 3 anos (de 2011 a 2014) se estar a solicitar à Câmara Municipal a devolução da Casa, de que foi inquilina durante 45-50 anos:

Uma longa história que ainda não se contou...

Enquanto se vai desenhando, vai-se descobrindo e conhecendo melhor

Imagens que são estudos em fases intermédias (não estão por ordem sequencial*):

 E que, como acontece com a Arqueologia, estes tarefas do desenho permitem compreender melhor o interior da casa e também, quiçá, a sequência de diferentes campanhas de obras que podem ter existido?

Saudades: da casa onde hoje queria poder estar...

~~~~~~~~~~~~~~~~

*Muitas vezes desenha-se para compreender (como Richard Feynman explicou), por isso a sequência é importante. Já que o primeiro desenho permitiu compreender um pouco, o 2º mais, o 3º idem...

Terá sido esse discurso o de um citadino do litoral lisboeta, a notar e a compreender a vida, e as pessoas do interior mais rural?

Ou é mesmo, e para nosso bem, finalmente!, um diagnóstico realista, mais assertivo, e vindo de um governante?

Quem tem razão: Adalberto, Assunção ou até mesmo Marcelo - o PR que parece ser o mais conhecedor, sensato e empático, que algumas vez já tivemos?

Assunção, aparentemente, quer que se vejam (e deixam estar...) as diferenças e especificidades da relação Cidade-Campo. Mas o ministro Adalberto mais parece que por fim, alguém - i. e., ele - caiu na real?

Virá Marcelo intermediar, e propor aquilo que nos idos 70's se ensinava na universidade, mas que ninguém cumpriu ou realizou (e que pelo menos no ensino superior que tive, eram informações e) as ideias que estavam lá?

Estavam, mas como antes pelo contrário, em vez de se "urbanizarem os campos" * - não no sentido de construir nos terrenos livres, mas de ajudar a dar às pessoas uma mentalidade mais aberta e urbana - vê-se que o que se fez foi empobrecê-los. Foi aumentar o fosso, inclusivamente ao nível do conhecimento, e do modus vivendi.

Assim, parece (porque gostamos de todas as boas mudanças!), a constatação de Adalberto tem algo de muito positivo. Não iludindo a realidade com palavras doces e eufemismos, conhecendo-a, e sendo ministro - que é como quem diz alguém para ministrar (servir) - vai querer mudar/transformar. Para que se torne diferente daquilo que constatou e o próprio diagnosticou.

Tenho a certeza que pode muito mais do que a maioria de nós (ou eu), que há muitos meses, desde Abril de 2014 até hoje, tento que a CM Portalegre corrija as adaptações e as destruições com quase 5 décadas, que foi infligindo no Palácio Amarelo de Portalegre dando assim, neste caso, o pior dos exemplos!**

Quer a toda a cidade, mas principalmente a quem (que deveria ser a sua elite) cumpria estar acima da mentalidade mais atávica/retrógrada; e deveria ter visto/vislumbrado/almejado, muito mais possibilidades para o dito conjunto: o Palácio Amarelo - como conjunto urbano, citadino, cheio de história, e em estilo barroco, que todos os visitantes e turistas, mesmo os não nacionais, páram em frente do seu portal.

De certeza, muito intrigados, porque é que tanta dignidade e enorme grandeza, não lhes é mostrada e tornada acessível? 

É que a dita Casa, bem mais do que a morte de pé - a que se assiste, e lhe foi vaticinada... -, é como armazém que vem/está a funcionar, nas últimas décadas.

E a parte menor resgatámo-la (na verdade sem condições para este acto heróico), da mesma utilização. Já que era assim que estava desde que a Biblioteca Municipal se tinha mudado para o antigo Convento de Santa Clara.

último-fachadaPoente 002.jpg

 *De acordo com a noção do Geógrafo Pierre George

**Exemplo que também não dá, está a passar-se connosco, quando não cumpre legislação e normas que são para todo o território nacional: como é o caso da Lei dos Serviços Públicos, fornecimento de água e procedimentos dos SMATP.

No fim deste post, há que o dizer, a culpa não é só dos «ministros lisboetas». O caciquismo local deveria ter um fim, já que as mentes podem evoluir (de acordo com o conceito de urbanização de Pierre George), assim se libertando de impositores.

Da beira-mar (a ver a foz do Tejo) para Portalegre

outra-banda-esmagado 007.bmp

outra-banda-esmagado 005.jpg

Também daqui, de um post de ontem, um desenho que tem meses:

E liga-se (esse desenho) a Portalegre porque o Palácio Amarelo - cuja imagem final, a actual, é do civitates architectore  Inácio Caldeira (para a família Romo Sousa Tavares); essa casa de Portalegre tem-nos ensinado ainda mais, do que Monserrate já tinha levado a compreender.

Pois permitiu completar, em termos práticos, o que se foi aprendendo sobre Sinais de Nobreza transpostos para a Arquitectura.

É que os mesmos não estão só nos tectos altos trabalhados (por dentro), mas sempre estiveram do lado de fora: na configuração dos telhados, no desenho dos vãos e nas torres...

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