Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Deambulações: Teóricas e Práticas pela Iconografia religiosa, antiga, que chegou à actualidade

Já o dissemos e escrevemos vezes sem conta: quer no nosso trabalho publicado sobre o Palácio de Monserrate, quer em blogs e posts.

À Iconografia religiosa, antiga, desde 2002 que temos dedicado milhares de horas de estudo. Razão para estarmos atentos a qualquer sinal: por menor que ele seja.

Ora depois de conhecer Portalegre - com os olhos e a cabeça de quem nota qualquer um desses sinais mínimos - também passámos a referir o imenso enriquecimento que pudemos adquirir ao contactar a Cidade, e nesta, ao conhecer algumas das suas melhores obras. Mas não só...*

Quer seja na melhor Arquitectura - quando vamos passeando pelas ruas da cidade; quer seja - neste caso, quando se visita, a que é uma das mais reputadas instituições.

E no Museu da Tapeçaria também temos encontrado - para essas nossas "deambulações, teóricas e práticas, pela Iconografia religiosa, antiga e medieval" que chegou aos nossos dias - óptimos exemplos e novas informações (que antes não tínhamos).

A fotografia seguinte foi feita em Abril de 2013, sendo, como está na respectiva legenda:

Les Deux Musiciens, executada a partir de um cartão de 1964, de Le Corbusier.

A tecelagem é de 1964, tendo 122 X 123 cm

Pertence à Colecção Manufactura da Tapeçaria de Portalegre  

DSCN2419-c.jpg

É natural que a razão iconográfica (ou o motivo decorativo) para termos captado esta imagem não seja facilmente compreensível, mas, em breve será explicada; já que, noutros trabalhos também da Manufactura de Portalegre, se encontra o mesmo tipo de formas.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Visto que, por exemplo algumas das varandas incrivelmente trabalhadas que já aqui se mencionaram, sobre as mesmas não nos consta que sejam conhecidas, que estejam classificadas, ou «culturalmente mencionadas».

Ou sequer de alguma maneira protegidas...?

Um óptimo e feliz 2020

De 2019 em que o tempo nos tem faltado, para tanto que gostaríamos de ter feito; agora, para um 2020 que se pretende continue altamente rentável.

Sobretudo com os materiais fantásticos que aqui temos e sobre os quais temos querido escrever!

PORTALEGRE-2020-2.bmp

Mas também - e não é menos - na tentativa de intervir, melhorando, a Casa Amarela que originou, e está por trás. deste blog.  

Que bom que seria, e dizemo-lo apesar (ou tendo em conta) da nossa profissão. Que bom seria se existisse um "manual de investimento e respectivas instruções " para casas e edifícios patrimoniais, que pertencem a proprietários pouco/insuficientemente (ou até nada) abonados. 

Manual que fosse inspirado, por exemplo, nos guias da deco-protest, e tivesse em conta essa situação específica: a dos proprietários com muito  limitados recursos, mas existentes. E que, existindo, a par da vontade de - conhecendo -, poderem ainda assim ser apoiados; para conseguirem preservar e restaurar, na medida do possível, os referidos imóveis que são principalmente bens culturais da história de uma comunidade.

Bens que, alguns dignos de Museu, mas que estando ao ar livre, ou tendo estado desprotegidos, são também vítimas das intempéries, objecto de variadas agressões, servindo como suporte para «actos de vandalismos», etc., etc.

O desejado Manual poderia ser ainda equivalente, ou coisa semelhante, aos melhores propósitos que constam nos programas ERU, ARU, PARU, ou, concretamente do IFRRU 2020. Que como o nome indica, são, ou eram todos eles promessas para um futuro, primeiro ainda longínquo, mas em que se pretendia - como desiderato final, da sua concretização - dar mais atenção às Cidades e aos seus Centros Históricos.

Os quais, e nalguns casos como já dissemos, são como verdadeiros museus a céu aberto.

Que fosse um Manual a elencar os vários programas destinados à revitalização e regeneração das áreas urbanas, e dos seus elementos constituintes. Que são, geralmente, as obras edificadas que se pretendem regenerar, de preferência na sua totalidade; e não apenas, só as «cascas exteriores» dessas mesmas edificações. Já que estas podem ser - e são-no muitas vezes -, cenários lindos para turista ver, mas que merecem bastante mais...*

E porque «revitalização» significa dar vida de novo, para que essa vida aconteça, implica também que haja apoios e incentivos, que sejam efectivos.

Apoios que se possam sentir, de facto, entre os recursos com que os proprietários podem vir a contar: ajudando-os a ampliar, e a potencializar, esses mesmos recursos. Os quais, por mais pequenos sejam, são/serão sempre o início de algo que se pode tornar muito maior.

E enfim, que os ditos Manuais, depois de razoavelmente pensados, não se limitem a propor apenas a melhoria dos cenários exteriores, prevendo e permitindo, também, melhorias sensíveis para os ambientes interiores. Onde muitas vezes, como sabemos**, estão valores culturais, a que os proprietários - mais responsavelmente do que as CMs?, supomos - insistem em não os desvalorizar, e menos ainda ignorar.

DSCN5758-b.jpg

Que este novo ano - início dos anos 20 do século XXI - seja o começo de algo inovador, para a que é, em Portugal, a grande maioria das obras do património edificado 

~~~~~~~~~~~~~~

*Como mostra a imagem merecem restauro e alguma(s) tentativa(s) de reconstituição e compreensão histórica dos valores que incluem. 

**De experiência vivida, por inúmeros casos de décadas de vida profissional, incluindo o exemplo mais alto que é o palácio de Monserrate, em Sintra.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.