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Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

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Desde 2015 - por esta altura - passámos a estar em Portalegre

(malhas alusivas ao Infinito)

E, consequentemente, passámos a poder ampliar vários dos nossos interesses...

«Ampliações» e crescimentos que, alguns foram inesperados, e relativamente a assuntos de História da Arte, que julgávamos mais do que definidos.

Porém, paradoxalmente - o que tem a ver com um tal de "paradoxo cientifico" [1] -, alguns dos materiais que nos vão surgindo e que vamos encontrando, mostram-nos uns casos a seguir aos outros, que ainda não é essa a situação.

E que os assuntos que queríamos ou gostaríamos de poder ver encerrados, e cada vez mais substancialmente terminados e definidos, esses assuntos continuam, longe de se poder dizer que já estão delimitados...

Por isso veio mesmo a calhar esta memória que o Facebook  nos lembrou. E que, obrigatoriamente (reparem sff nos desenhos que então - 18.06.2020) incluímos nesse post. 

Talvez notem que as geometrias são sempre as mesmas. Incluindo aqui as geometrias das imagens de hoje.

Fazendo pensar no que James Ackerman estudou e detectou – com as designações Ad triangulum e Ad quadratum - a propósito das diferentes campanhas de obras que se fizeram, interpoladas durante alguns séculos, para terminar a Catedral de Milão.

E calhou bem a dita memória do Facebook, porque, exactamente, já estamos com a cabeça em Portalegre, e a pensar nesta obra de E. Nery. A qual, concretamente, nos tem ocupado (quantas horas desde que a vimos pela primeira vez?) em sucessivas pesquisas. I. e., em pesquisas que propositadamente se vão fazendo.

Fazemo-las tendo em vista não apenas a nossa própria  curiosidade, mas o modo experimental que, como defendemos, deve existir para se poderem comprovar e se confirmarem os métodos da criação artística: de trabalho e de produção, em obras que hoje passaram a ser designadas, para alguns, como de "faith based styles" [2]

Ora sendo essa temática imensa (a das imagens provenientes dos "faith based styles"), agora, e para nosso uso, «encaixamo-las» simplesmente na designação malhas alusivas ao Infinito. 

E limitamo-las hoje, às imagens seguintes.

Mais antigas (medievais e/ou anteriores), imagens da indústria, do inicio do século XX. E no fim estão as das nossas experiências, visto que, mais do que desenho ou geometria, trata-se de  matemática (trigonometria) 

Lembram, forçosamente, M. C. Escher assim como o espantoso trabalho de Eduardo Nery que está em Portalegre, e...

... sorte a nossa, passámos a conhecer.

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[1] E aconselha-se a que procurem o verdadeiro significado desta expressão. Já que, pode também parecer paradoxal (mas neste caso não é), também esta malha significou o Infinito (Deus)

[2] De que já escrevemos, como por exemplo aqui se pode ler. E diríamos ainda que se tratam de pesquisas formais (ou de raiz polissémica), relativas às bases de onde nasceram inúmeros motivos – i. e., desenhos, e elementos visuais... – da Idade Média. Melhor, com mais rigor, serão ainda imagens criadas na Antiguidade Tardia, que perduraram. E a este propósito, veja-se o que Vítor Serrão ainda há pouco tempo (Agosto 2021- 1ª imagem) escreveu sobre o assunto.

Sobre a tapeçaria criada a partir de desenho de Eduardo Nery, por ela se prova que a Arte não são imagens «gratuitas», mas sim desenhos, por vezes (muitas vezes) criados com alguma base matemática (geométrica). Obra de Eduardo Nery que, concretamente, mereceria um estudo: quiçá um mini-curso? Deste modo atraindo estudantes, jovens e adultos curiosos, ao Museu da Tapeçaria.   

Será que a Lição de Sintra (que conhecemos...): seria possível ser transposta para Portalegre?

E ainda: Páginas mais visitadas - visualizações dos últimos 30 dias (registo em 1.06.2022)

Há dias em Portalegre, demos mais visibilidade à questão do Programa Estético (*) que foi adoptado pelo "civitates architectore" ** - Inácio Caldeira - , que no séc. XIX foi projectista da grande escadaria do Palácio Amarelo.

O que aconteceu, na sequência de uma visita à exposição dedicada à Loiça da Fábrica de Sacavém, e ao facto de o termos dito, "en passant", a quem nos guiou nessa visita. 

Só que depois, repensando, decidimos fazê-lo bastante mais «audível», no FB da Associação de Amigos da Loiça de Sacavém (como se pode ler aqui)

Claro que nunca esqueceremos os nossos estudos dedicados ao PALÁCIO de Monserrate em Sintra, feitos na FLUL. 

Mas, também não esqueceremos nunca - pois isso seria impossível - que esses estudos foram precedidos, por vários anos de contactos e de participações na AAM (i. e., Associação dos Amigos de Monserrate). A associação em que Emma Gilbert*** - durante vários anos (muitos) - foi a Presidente.

E com ela estava/esteve sempre, imensa energia, e uma capacidade extraordinária para dar visibilidade (pondo o assunto nos principais jornais, diários ou semanários...), à que era então, a necessidade absoluta, e premente, de se restaurar o Palácio de Monserrate.

Mas hoje, poucos sabem (...quando só passaram 30 anos...) - e são muitos mais os que tendem a esquecê-lo -, que as hordas de turistas que visitam os Palácios de Sintra, com destaque para o Palácio da Pena, e para o Palácio de Monserrate, são altamente devedoras do movimento que se conseguiu criar, sobretudo em torno de Monserrate, em meados de 1990.

Assim, quando penso em Portalegre, e no estado de (abandono/ruína) de alguns dos seus melhores edifícios, é normal que façamos analogias com Sintra; e, claro, com todas as vantagens de que fomos testemunhas, na sequência da criação dos Amigos de Monserrate (a AAM).

Em suma, penso que Portalegre também precisava de um movimento desse tipo, algo que fosse como uma «associação de amigos do Portalegre (cidade) histórico». 

postCasamarela-1.06.2022.jpg

postCasamarela(2)-1.06.2022.jpg

E ainda a pensar na tal «lição de Sintra», será que agora o restauro da Sé Catedral, assim como o que se está a fazer no edifício antigo dos Paços do Concelho (frente à Sé), esses dois casos poderão vir a suscitar a criação de «algo», que se tornasse muito novo?!

Que ajudasse a entusiasmar os portalegrenses, para uma nova visão - renovada e criativa (como se impõe !) - da sua própria cidade?   

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Deixa-se a pergunta, e no fim a constatação de que os nossos posts vão tendo alguns leitores...

  1. Casamarela - 29
  2. Pesquisa - 11
  3. Por um Restauro a sério, e bem feito do Palácio Amarelo de Portalegre. - 7
  4. O que, seguramente, aqui (na internet) estamos a fazer desde 2010... - 7
  5. De certeza que Paulo Larcher deve querer referir esta Casa, o chamado Palácio Amarelo? - 7
  6. Sinais colocados nas edificações, e aquilo que é (de facto) a Arquitectura - 5
  7. Se "Em Portalegre Cidade..." há uma Rua do Comércio fantástica, o mesmo se deve dizer do que pode ser visto como um Museu de Arte Moderna (logo ali, na Rua da Figueira) - 4
  8. Palácio Amarelo de Portalegre: Espaços que têm estado fechados - 4
  9. Em Portalegre, olhando, e vendo: uns Postigos de Portas da Rua da Figueira - 3
  10. A SUSTENTABILIDADE DO PLANETA TERRA, e «um muito mais» para se pensar  a propósito de sonhar e/ou realizar - 2
  11. Muitas tarefas ao mesmo tempo: - 1
  12. A tentar restaurar... - 1
  13. O Portal do Palácio Amarelo de Portalegre - 1
  14. A grande escadaria do Palácio Amarelo de Portalegre (mais uma vez) - 1
  15. Das Pedras da Ammaia: - 1

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* Aprendido com Vítor Serrão, significando que é «outra coisa», diferente daquilo que é o normal "programa das necessidades" . Aquele que o dono-da-obra fornece ao projectista, com a lista de objectivos. Já o "Programa Estético" prende-se com o zeitgeist de cada época, como Dana Arnold se lhe refere. 

** "Civitates Architectore"  : seria a designação para aquilo que os ingleses, nessa data (1803), já chamavam - em francês e não em latim - "Amateur Architects "

*** É mencionada no Catálogo da exposição que está no Museu Municipal de Portalegre, pertencendo à Associação dos Amigos da Loiça de Sacavém

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