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Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

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Num terreno com uma ocupação intensa, várias vezes centenária, não admira aquilo que aparece...

Não é Arqueologia, não foi preciso escavar. Algures num monte apareceu uma esta garrafa que percebi logo tratar-se de vidro antigo.

Mais curioso foi perceber que o vidro tinha letras impressas e os dizeres constantes numa das faces da garrafa.

Claro que hoje acho muito gira a curiosidade, mas também é igualmente divertida a cara que alguns fazem quando percebem qual era o propósito, e para que servia o conteúdo da garrafa.

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HORSINE

SUC MUSCULAIRE DE CHEVAL

Naturalmente agradecemos todos, as evoluções da medicina e da farmacologia. Thanks God, vivemos tempos em que já não se associam certos produtos da natureza, de uma forma directa, ao bem que poderiam propiciar.

SUCO de músculo de Cavalo, visto assim, como panaceia imediata, tónico muscular (?), ou remédio de outras semelhantes vantagens, para resolver problemas de falta de saúde...? Não!

Mil vezes o óleo de fígado de bacalhau! (ía eu dizer). Mas, e pensando bem, é exactamente a  mesma lógica, um produto equivalente:

Uma substância animal, de igual a modo a dizer de onde vem (e de que parte do corpo!).

Claro que sabemos, acredito, que muitos remédios possam continuar a ser «extractos» de animais. Mas..., talvez seja das embalagens?, da noção que se tem que, quimicamente, tudo terá sido mais limpo, e (bem) processado.

Resta saber, por curiosidade, se no Museu da Farmácia há alguma referência a este produto? Ou ainda à embalagem de vidro grosso, com brilhos metálicos, irisados.

Deambulações: Teóricas e Práticas pela Iconografia religiosa, antiga, que chegou à actualidade

Já o dissemos e escrevemos vezes sem conta: quer no nosso trabalho publicado sobre o Palácio de Monserrate, quer em blogs e posts.

À Iconografia religiosa, antiga, desde 2002 que temos dedicado milhares de horas de estudo. Razão para estarmos atentos a qualquer sinal: por menor que ele seja.

Ora depois de conhecer Portalegre - com os olhos e a cabeça de quem nota qualquer um desses sinais mínimos - também passámos a referir o imenso enriquecimento que pudemos adquirir ao contactar a Cidade, e nesta, ao conhecer algumas das suas melhores obras. Mas não só...*

Quer seja na melhor Arquitectura - quando vamos passeando pelas ruas da cidade; quer seja - neste caso, quando se visita, a que é uma das mais reputadas instituições.

E no Museu da Tapeçaria também temos encontrado - para essas nossas "deambulações, teóricas e práticas, pela Iconografia religiosa, antiga e medieval" que chegou aos nossos dias - óptimos exemplos e novas informações (que antes não tínhamos).

A fotografia seguinte foi feita em Abril de 2013, sendo, como está na respectiva legenda:

Les Deux Musiciens, executada a partir de um cartão de 1964, de Le Corbusier.

A tecelagem é de 1964, tendo 122 X 123 cm

Pertence à Colecção Manufactura da Tapeçaria de Portalegre  

DSCN2419-c.jpg

É natural que a razão iconográfica (ou o motivo decorativo) para termos captado esta imagem não seja facilmente compreensível, mas, em breve será explicada; já que, noutros trabalhos também da Manufactura de Portalegre, se encontra o mesmo tipo de formas.

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*Visto que, por exemplo algumas das varandas incrivelmente trabalhadas que já aqui se mencionaram, sobre as mesmas não nos consta que sejam conhecidas, que estejam classificadas, ou «culturalmente mencionadas».

Ou sequer de alguma maneira protegidas...?

Um óptimo e feliz 2020

De 2019 em que o tempo nos tem faltado, para tanto que gostaríamos de ter feito; agora, para um 2020 que se pretende continue altamente rentável.

Sobretudo com os materiais fantásticos que aqui temos e sobre os quais temos querido escrever!

PORTALEGRE-2020-2.bmp

Mas também - e não é menos - na tentativa de intervir, melhorando, a Casa Amarela que originou, e está por trás. deste blog.  

Que bom que seria, e dizemo-lo apesar (ou tendo em conta) da nossa profissão. Que bom seria se existisse um "manual de investimento e respectivas instruções " para casas e edifícios patrimoniais, que pertencem a proprietários pouco/insuficientemente (ou até nada) abonados. 

Manual que fosse inspirado, por exemplo, nos guias da deco-protest, e tivesse em conta essa situação específica: a dos proprietários com muito  limitados recursos, mas existentes. E que, existindo, a par da vontade de - conhecendo -, poderem ainda assim ser apoiados; para conseguirem preservar e restaurar, na medida do possível, os referidos imóveis que são principalmente bens culturais da história de uma comunidade.

Bens que, alguns dignos de Museu, mas que estando ao ar livre, ou tendo estado desprotegidos, são também vítimas das intempéries, objecto de variadas agressões, servindo como suporte para «actos de vandalismos», etc., etc.

O desejado Manual poderia ser ainda equivalente, ou coisa semelhante, aos melhores propósitos que constam nos programas ERU, ARU, PARU, ou, concretamente do IFRRU 2020. Que como o nome indica, são, ou eram todos eles promessas para um futuro, primeiro ainda longínquo, mas em que se pretendia - como desiderato final, da sua concretização - dar mais atenção às Cidades e aos seus Centros Históricos.

Os quais, e nalguns casos como já dissemos, são como verdadeiros museus a céu aberto.

Que fosse um Manual a elencar os vários programas destinados à revitalização e regeneração das áreas urbanas, e dos seus elementos constituintes. Que são, geralmente, as obras edificadas que se pretendem regenerar, de preferência na sua totalidade; e não apenas, só as «cascas exteriores» dessas mesmas edificações. Já que estas podem ser - e são-no muitas vezes -, cenários lindos para turista ver, mas que merecem bastante mais...*

E porque «revitalização» significa dar vida de novo, para que essa vida aconteça, implica também que haja apoios e incentivos, que sejam efectivos.

Apoios que se possam sentir, de facto, entre os recursos com que os proprietários podem vir a contar: ajudando-os a ampliar, e a potencializar, esses mesmos recursos. Os quais, por mais pequenos sejam, são/serão sempre o início de algo que se pode tornar muito maior.

E enfim, que os ditos Manuais, depois de razoavelmente pensados, não se limitem a propor apenas a melhoria dos cenários exteriores, prevendo e permitindo, também, melhorias sensíveis para os ambientes interiores. Onde muitas vezes, como sabemos**, estão valores culturais, a que os proprietários - mais responsavelmente do que as CMs?, supomos - insistem em não os desvalorizar, e menos ainda ignorar.

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Que este novo ano - início dos anos 20 do século XXI - seja o começo de algo inovador, para a que é, em Portugal, a grande maioria das obras do património edificado 

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*Como mostra a imagem merecem restauro e alguma(s) tentativa(s) de reconstituição e compreensão histórica dos valores que incluem. 

**De experiência vivida, por inúmeros casos de décadas de vida profissional, incluindo o exemplo mais alto que é o palácio de Monserrate, em Sintra.

Feliz Natal

Porque a ideia de fazer POP-UPs nasceu para Portalegre, associada à Cas'amarela

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Primeiro para Tronos dos Santos Populares, depois para Presépios como os que estão na fotografia 

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estejam onde estiverem, agora, as imagens já criadas

A grande escadaria do Palácio Amarelo de Portalegre (mais uma vez)

Assim como está - tão degradada, é difícil, provavelmente a muitos, aceitarem que a grande escadaria deste Palácio de Portalegre, o seu design arquitectónico foi inspirado pela loiça inglesa inventada por Josiah Wedgwood.

Assim aqui fica um post em que se explicou este tipo de loiça (incluindo a referência à cor), como aliás, nós também já o fizemos.

Não apenas uma vez, como podem confirmar nos seguintes posts:

1. https://casamarela.blogs.sapo.pt/cantarias-que-nao-o-sao-6850

2.https://casamarela.blogs.sapo.pt/palacio-amarelo-de-portalegre-espacos-19221

3. https://casamarela.blogs.sapo.pt/por-um-restauro-a-serio-e-bem-feito-do-37366

E a estas informações acrescentam-se vistas, do lado Poente, exterior da referida Escadaria

dentroDoZimbório.jpg

Nesta - o excerto de um vão;

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na última foto a parede do Torreão (lado Poente, e logo acima do mesmo vão)

Às vezes bastam dois traços, ou simples caligrafias:

Como aconteceu no desenho do nosso post anterior...

Só que, como se pode ver numa das mais bonitas tapeçarias do Museu de Portalegre, o mesmo terá feito João Tavares?

Claro que tem que ser interrogação, embora fique connosco (quase) a certeza que quis fundir várias ideias na imagem seguinte: 

DSCN6820real.REAL.jpg

O "Real! Real!", por D. João de Portugal, "grito soltado" na varanda da Câmara Municipal de Portalegre, obrigou-o, por isso, a desenhar as grades da varanda como acima se vê?

Esses traços foram imaginações e fantasias de artista? Alegorias, ou técnicas da memória, e portanto mnemónicas*?

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*Acontece que estas citações, em Arte, ao que sabemos, chamam-se fortuna crítica.

E a do Museu da Tapeçaria, ainda bem, vem a crescer, correspondendo ao investimento recente

Selecção

Escolhido entre uns desenhos feitos há tempos

Image0342.JPG

PALÁCIO AMARELO, LARGO CRISTÓVÃO FALCÃO Nº 15, PORTALEGRE 

O desenho, nada bem feito, pode lembrar as esborratadelas feitas nas paredes para filmar

"O Nosso Consûl em Havana"?

RE: Sim. Pode. Porque é assim: Há quem ache que é tudo seu, e portanto pode maltratar...

EM PORTALEGRE, no Museu da Tapeçaria...

... estão agora vários desenhos de Maria Keil, feitos de propósito para serem passados a «pontos de lã», que é como quem diz, a obras de tapeçaria.

Numa família como a nossa, cuja regra parece ter sido sempre (?) a do anticonsumismo*  - e em que por isso "nada se perde [porque] tudo se transforma" - agora, tantas vezes, cabe-nos dar novo uso ao que tem sobrevivido**.

Foi o caso de um desenho dos Túmulos de Egas Moniz - o qual, a bem dizer nos mudou a vida (quando, «mandada» por uma orientadora de mestrado, e estávamos à procura das "Origens Gótico"...);

Foi uma História de Portugal (de Barcelos) que usei nos anos 60 para estudar História da Arte para os exames em Belas-Artes;

E hoje, já que a saga continua, é esta graça: ou seja, a coincidência de estar a querer voltar a Portalegre para poder visitar, com calma, algumas das exposições que aí estão, e de repente tenho pela frente uma página de revista, sem data ou outras referências, a não ser um título (que como se vê foi entretanto acrescido das marcas de insectos bibliófagos):

auto-retraro-MARIA-KEIL-2.jpgauto-retraro-MARIA-KEIL.jpg

Num verão em que várias obras das primeiras décadas do século XX, e também do Museu da Tapeçaria, nos estão a interessar, particularmente...

E assim aqui fica um auto-retrato de Maria Keil. Também ele marcado - é o mini-sinal na sobrancelha da artista -, pelos ataques ao papel vindos dos ditos bibliófagos***

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*Porque é normal encontrar papéis e documentos de um tio bisavô portalegrense (esse sim, para a época um super-consumista!) que comprava todos os livros e revistas que achava que devia ler.

**Do que veio de Portalegre para Lisboa, depois para Cascais... e agora, mais ou menos contextualizado, se o conseguirmos (?), passa à Internet. 

*** Por fim, e em tempos de falta de Acordo Ortográfico aconselha-se a não confundir com bibliofilia (que é, mais ou menos, o oposto de bibliofagia).

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