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Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

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Operação ‘Laurus Nobilis’: Ou, inspirada (e divertida) num "noblesse oblige" d’antigamente...

Bom (ou mau?) quase «sem abrigo» mas a dormir sob “nobres ogivas”*, por isso impossível não ser influenciada pelo ambiente que nos rodeia.

Ogivas quiçá setecentistas (?), mas seguramente barrocas!

E também aqui obrigando-nos a pensar, ou a receber a influência, de uma ideia de Philibert De L’Orme. Ele que inventou «um tipo de geringonça», para assim colocar as ditas Ogivas (falsas) em chateaux que já não eram Góticos. E que portanto não tinham essa necessidade estrutural; mas que mantinham a necessidade «de outras precisões»: como a de serem muito enfaticamente, afirmativas, da nobreza do dono da casa...

A lembrar aquela frase da Casa do Visconde da Carreira de Viana do Castelo**.    

Depois deste parêntesis -  e voltando às influências que vivemos (e nos divertem) -  se hoje é o dia de não usar sacos plásticos, o que se espera em breve seja todos os dias, ou que o façamos de futuro com a máxima parcimónia (já que dão imenso jeito...), pode ser também o dia de um maior apelo à natureza! Porque não?

Depois o Laurus nobilis é o comum Loureiro , o das folhas de louro que secas se usam para temperos.

Estamos a oferecer, apesar de (quem passa) nos dizerem “...é inédito, e que nunca se viu ninguém dar nada a ninguém...” Só que, pergunta-se: “hão-de ir para o lixo como os sacos plásticos...!?”

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Estamos a oferecer - sobretudo para o «jardim» não virar matagal/louriçal -, as mesmas folhas e raminhos que foram sinal de nobreza, como aliás prova o seu nome latino.

Assim há que cortar, desbastar, trabalhar...

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Claro que são da mui nobre Família (botânica) das Lauraceae. As mesmas que tantas vezes serviram para coroar os Imperadores romanos. Vitoriosos das guerras que ganharam, dos povos que subjugaram, ou dos territórios que dominaram, assim acrescentando o Império.

Ou seja, os espaços onde hoje vivemos, entre o Atlântico e o Mediterrâneo e onde somos mais ou menos felizes.

Também  mais ou menos irónicos, mais ou menos desaproveitados - entre aposentações e reformas compulsivas...

Desaproveitados mais ou menos, ou relegados em prol de facebooks, internets e outras virtualidades em que alguns nos entretemos...

Mais ou menos urbanos e sub-urbanos, mas neste nosso caso (eu) - sem dúvida - burgueses!

Pois aqui estamos num burgo antigo, na sua periferia, que já foi muito mais central; e num dos mais belos locais (entre o rural e o urbano, no espaço que foi o fosso do castelo) onde nasceu a Cidade de Portalegre.

Divirtam-se!

(que é o que por aqui mais fazemos) 

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*Como lhes chamou William Beckford, e André Parreaux reportou.  

**O Viscondinho que Isabel Stilwell também sabe quem foi. Menciona-o por ter substituído Dietz, o Mestre alemão que ainda fora professor de D. Fernando II, para depois ensinar os Príncipes D. Pedro (futuro Pedro V - mais um dos primogénitos Bragança que morreu cedo de mais...) e D. Luís.

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