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Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

Casamarela

Blog experimental, dedicado a uma ala do Palácio Amarelo de Portalegre. Verdadeira «Casa de Bonecas», onde, seguindo a tradição, há sinais e emblemas de nobreza. Assim: Casa Amarela, Cas'Amarela, ou Casamarela

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A propósito da Escadaria do Palácio Amarelo de Portalegre

Ao ver o Tecto da Grande Escadaria do Palácio Amarelo de Portalegre, sobretudo os entrelaçados existentes, que nascem nos cantos côncavos (e arredondados), é natural que se pergunte: é já influenciada pelo Gosto Adam?

Porque em geral, a ideia das esculturas e de todo o relevo, a branco, colocado sobre azul, claro que é difícil não sentir neles uma influência dos trabalhos de Josiah Wedgwood.
Apesar deste tom do azul, bem diferente daquele que o industrial inglês usou e divulgou!
Mas, voltando a esse "Gosto Adam", que por exemplo já encontrámos no Palácio que foi do Barão de Quintela/Conde de Farrobo, em Lisboa, ao Chiado, aqui neste caso de Portalegre os entrelaçados formados de arcos e guirlandas, eles também lembram os entrelaçados cristãos, irlandeses e aquilo que genericamente é chamado (talvez erradamente?) de cariz celta.
Estamos portanto perante uma daquelas sínteses, ou acomodações, que são fascinantes. Em que iconografia proveniente de vários lugares diferentes (influência geográfica), se articula com imagens provenientes de diferentes ideologias, e visões antropológicas (ou influência religiosa), também diferentes.
O que vamos pondo aqui, em http://iconoteologia.blogs.sapo.pt ou em http://primaluce.blogs.sapo.pt, teve origem nos nossos estudos dedicados a Monserrate: http://primaluce.blogs.sapo.pt/2010/10/10/ 

Quase em rascunho

Agora ficam dois detalhes de um dos espaços, que consideramos de entre os mais interessantes, desta casa:

Quer pelo trabalho de restauro a que obrigam (como está na imagem inferior); quer, sobretudo, pela iconografia a que repetidamente temos aludido, por constituir, a mais importante descoberta do trabalho realizado sobre o Palácio de Monserrate: o que a fotografia superior mostra bem

“The traditional Wedgwood”: uma nova moda e imagens, que passaram à Arquitectura

No nosso trabalho dedicado a Monserrate, tivemos que estudar Classicismo e Goticismo, ou o que hoje designamos mais simplesmente como formas do Cristianismo na Arquitectura: enfim o que foi/é uma Iconoteologia.

Assim, aconselhamos, que talvez se possa (e sobretudo deva!) começar a perceber a concepção da grande escadaria do Palácio Amarelo de Portalegre, e os seus estuques - em branco sobre azul - depois de ter visto os filmes abaixo indicados.

Mas ainda antes fica esta imagem do Palácio de Sintra (clicar sobre ela para legenda), que é impossível desligar dessa «nova estética», nascida dos trabalhos de Josiah Wedgwood:

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UnIwwOy564s

https://www.youtube.com/watch?v=JHOzVtIuk9w

https://www.youtube.com/watch?v=JHOzVtIuk9w

https://www.youtube.com/watch?v=R5cCm7j_2Ks&list=PL2NcwSk4t0QFdGqs7snBAteSPuT32EzVA

Por fim, e para se perceber de onde procedem várias das nossas informações, muito interdisciplinares e transversais a vários períodos artísticos, vejam, por exemplo:

http://primaluce.blogs.sapo.pt/se-e-facil-listar-os-que-invejam-o-207445

A desanexação (mútua) efectuada no Palácio Amarelo de Portalegre

Faz hoje 105 anos que o documento seguinte foi produzido

Para o lerem sugere-se a sua ampliação (no tamanho 1962X2197), podendo então confirmar a constituição, ou uma divisão, em duas parcelas independentes - ainda actuais; e ainda a respectiva «designação numérica» que então passaram a ter.  

Mas essa desanexação (mútua), ocorrida oficialmente em Setembro de 1909 pode corresponder à formalização de uma situação já existente de facto? Escrevemo-lo e perguntamos, por não termos certezas...

É apenas por semelhança, uma ilação retirada de outros exemplos: um desses é o Palácio de Monserrate (entre outras situações que estudámos), que fazem admitir que pudesse existir uma «instalação anterior», à qual a escritura acima veio dar existência oficial/legal.      

E assim, deste modo metódico e científico (já que não conhecemos outros métodos), aqui vamos continuar a escrever sobre o todo (e a parte que foi desanexada), que o Palácio Amarelo de Portalegre constitui.

Avisando desde já que não sabemos, com todo o rigor*, se há bibliografia específica (existente) sobre o assunto que estamos a começar a investigar. Como, pode-se dizer - mas nesse outro caso havia muito trabalho feito e não apenas por autores portugueses (embora não tão correcto/completo como aquilo que nós próprios acabámos por conseguir fazer) sobre o Palácio de Monserrate**.

A coincidência da palavra «palácio» não quer significar, forçosamente, que tenhamos uma paixão especial por Palácios. Preferimos até a designação menos pretensiosa - que é Casa Amarela. Mas como hoje se pode constatar (com bastante realismo), nos assuntos em que temos «mexido», ao passar por eles alguma coisa (ou até bastante?), veio a mudar. Depois, ou finalmente, pode-se dizer que havendo paixão é pela esseência dos valores patrimoniais, e sua imensa qualidade, que vêm a ser desvalorizados... 

É o que se pretende fazer agora para o Palácio Amarelo: apesar de estar num interior que muitos consideram longínquo e esquecido do Portugal Litoral. Mas o seu valor é muito considerável, e isso - em nossa opinião - deve ser explicado e ensinado.

Deve ser equiparado - pelos dados e informações que à partida já temos, por analogias e semelhanças que é impossível não estabelecer - ao que de melhor se fez na capital, ou, pela mesma época, por exemplo em Sintra.

Assim, mais do que certo, em vários outros casos que havemos de procurar e encontrar; para depois comparar e poder evidenciar...

Porque, é assim que se produz conhecimento; porque,  eles não sabem mas é assim - ouvimo-lo vezes sem conta na Faculdade de Letras a Vítor Serrão! - que se produz "Fortuna Crítica"***.

E os novos tempos que todos vivemos já nos vão permitir fazer isso!

*Talvez a melhor colecção de informações seja a de:

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3211, e

http://www.cm-portalegre.pt/page.php?page=627

**Claro que defendemos as nossas ideias (que receberam aprovação em provas públicas).

***Expressão que muitos desconhecem, que pode ser usada como título de uma disciplina (de doutoramento):

http://ww3.fl.ul.pt/unidades/institutos/iha/Cursos/3ano/images/3Ciclo2semHA2010.pdf

http://www.proz.com/kudoz/portuguese_to_english/history/2875552-fortuna_cr%C3%ADtica.html

http://forum.wordreference.com/search.php?searchid=7018901

O Palácio Amarelo e...

... a Casa Amarela

 

Continuam - "ao Sol que brilha fulgindo" - como O Gato à sua janela... de Afonso Lopes Vieira.

Nada têm a ver a Casa e o Palácio com o dito Poema, mas um Sol que se vai esconder atrás da Serra da Penha, e que por isso todos dias, ao fim da tarde, espalha pela Cidade um tom amarelo forte - que segundo nos parece pode ter estado na origem da designação do Palácio? - lembra os versos do Poeta...

A Cidade de Portalegre está repleta de Casas (mais ou menos?) Nobres, ou, mais especificamente, de Casas Brasonadas como se diz num documento da Câmara Municipal.  

Significando a designação "Casas Brasonadas" o facto de terem Pedras de Armas, ou pedras com Brasão inscrito.

Enfim, estamos a chegar a um «ramo do conhecimento» de que sempre estivemos afastados, deliberadamente.

Mas, ultrapassando esse ponto (já que é preciso entrar um pouco nesta área para fazer precisões e dar esclarecimentos, sobretudo relativos aos estudos que temos feito): muito mais do que os referidos Brasões colocados nas fachadas, ou nos seus cunhais - sempre em posições destacadas como por exemplo associadas a portas ou a portais de maiores dimensões - aquilo que nos interessa é bem menos a Heráldica, ou as Linhagens das Famílias e as suas Genealogias. O que de facto queremos conhecer, como consta em Primaluce e em Iconoteologia, é a Iconografia que sempre se aplicou - não de forma de velada, embora esteja muito ignorada... - porém bastante visível, nas Casas Palatinas (tal como na Heráldica, sendo, frequentemente, as mesmas formas).

Dito de outro modo, nas Casas dos que eram considerados nobres de sangue; ou ainda, e igualmente (por mais estranho que possa parecer!), nas daqueles que também se «autoconsideravam» participantes dessa mesma nobreza.

Aqui, é natural, face à frase e à redacção do que se acabou de escrever, que esta nossa ideia faça «algumas cócegas»..., mas mantêmo-la por nos parecer que sempre foi assim!

Agora, e avançando com o que são novos elementos informativos sobre o Palácio e a Casa Amarela de Portalegre, recentemente pudemos verificar que a «desanexação» que criou duas partes ocorreu em Setembro de 1909.

Portanto, pode dizer-se que é secular, havendo mais informações gerais sobre a Casa e o Palácio Amarelo em:

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3211

http://www.patrimonius.net/detalhes.php?i=85

http://www.cm-portalegre.pt/page.php?page=627

http://portalegrecultural.pt/interpretacoes-e-interaccoes-urbanas-na-cidade-de-portalegre/

http://primaluce.blogs.sapo.pt/

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/

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